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Diário de Bordo

Diário de bordo da edição de Março da TAC 2014



Final da TAC 2014

31 e  01/04/2014 TAC 2014 - Décimo quarto e décimo quinto dia da expedição: Rurópolis - Santarém

 

 

Relato por Sérgio Holanda: Marquei de sair com Marcão às cinco da manhã, demais fariam as revisadas em Rurópolis e dormiriam mais um pouco e seguiriam para Uruará, Marcelo seguiu direto para Santarém para despachar Duda, seu filho, de volta pra casa e depois nos encontrar em Uruará.

Começo da tarde o pessoal começou a chegar aos poucos em Uruará e juntar o comboio, havia tido um assalto ao Banco do Brasil no final da manhã e os bandidos tomaram o rumo da TransUruará e achei por bem só ir no dia seguinte, daria tempo suficiente para eles serem pegos ou fugissem de acordo com os planos deles. Revisei a minha Hilux e consertamos a Ranger de Marcão, depois o pessoal me passou a lista do que fizeram em seus carros em Uruará:

Toyota Hilux 2002, Sergio: Troca de um braço auxiliar e um pivô, engraxe geral e reaperto;

Ford Ranger, 2007 Marcão: troca da homocinética esquerda, sorte que Marcão tinha, pois na região peça só pra Toyota e Mitsubishi, braço auxiliar e bucha de amortecedor.

Troller Cowboy 2010: troca óleo diferencial dianteiro;

Wrangler Afrânio 2011: solda em acessórios;

Suzuki Vitara 98, Vovó: Troca amortecedores traseiros, no dia anterior havia soldado os dianteiros na suspensão, que estavam rasgando o olhal, embora estivessem ruim não trocou para não perder muito tempo no serviço, colocação do peito de proteção que havia caído;

L200 Triton 2014, Bocca: Solda e preenchimento da base superior do amortecedor dianteiro, que rasgou a lata de tanto trabalhar com folga;

Demais veículos com folgas de rolamento e outros, mas como iriam ser embarcados de volta e não rodando não foram feitos os reparos.

Às seis da manhã liguei o motor da Hilux e comecei a rodar em direção a TransUruará, tinha informado a todos que sairia impreterivelmente às seis da manhã e quem não estivesse pronto eu não esperaria, todos estavam prontos e seguimos em direção a Santarém. Como em conversas com o pessoal da região me informaram que a estrava estava um pouco melhor que nos anos anteriores, visto que as madeireiras viram que o custo de refazer a estrada era maios do que puxar madeira no inverno e a mais de um mês que não passava caminhão pela estrada puxando madeira, embora encontramos um perto da cidade atolado, mas foi o único em todo trajeto.

Começou a diversão, alguns atoladores, mas nada muito pesado para nossos carros, mas muito divertido, os abortos dos poções eram belos atolares, mas todos superando aos poucos, carros preparados, pilotos capacitados e um pouco de ajuda dos madeireiros que não estragaram a estrada, uma pena!

O dia foi rendendo e rendendo, mas me perguntava como estaria essa estrada daqui a vinte e poucos dias quando eu voltar, pois tudo muda rápido com as chuvas e estas ainda estão caindo forte. A diversão também era por conta do piso escorregadio, ficávamos brincando de drifiting com os carros, alguns rodaram, outros como eu, que adoram essas escorregadias, se esbaldavam no trajeto, confesso que abusei um pouco e quando vi estava comendo o mato, muito boa a sensação de perda de controle, mas deu tudo certo, na rédea a Hilux voltou pra estrada e Luciana atrás no Troller assustada.

 

Seguimos em frente, passando alguns abortos de lamaçais grandes, chegamos a um que parecia bem feio o aborto, Cowboy que vinha logo atrás de zequinha, enquanto sua esposa a Luciana conduzia, sugeriu que eu fosse pelo meio, ver a profundidade da poça, pois achava o aborto bem feio. Meti a cara, fundo, a lama pastosa e densa estava na altura do capô da Hilux, trecho longo e no final um batente, quase fico, para trás e para frente, isso com 1 metro do carro debaixo da lama e consegui fazer a minha saída, ai vieram o Jerri Garfão e o Paulo HC, passaram, mas o Troller do Garfão quebrou quatro pás da hélice do motor. Nesse meio tempo Luciana foi pelo aborto e atolou, puxaram ela e todos começaram a passar pelo aborto sem muita dificuldade, pois quando tirou o Troller do Cowboy/Luciana com o guincho, havia-se patrolado a entrada do aborto (local mais fácil de passar, as vezes não!). Seguimos em frente e vez outra um atoleiro, todos superados com rapidez e maestria e logo estávamos chegando ao asfalto, pose para a foto na Hidroelétrica que abastece a região e seguimos para Santarém. Assim que pegamos o asfalto carros esquentando, lamas demais no radiador impediam a troca de calor e descobrimos que a Ranger também estava com pás da hélice quebrada.

 



Foram 16 dias de TAC, um dia a mais do previsto, mas com a competência do grupo e a ajuda de Deus tudo fluiu da melhor forma possível e mesmo tendo terminado com menos seis veículos, terminamos a TAC de alma lavada, todos reunidos no hotel Beloalter em Alter do Chão, eleito como local de descanso oficial da TAC depois de tanta canseira, fogo aceso e estávamos comemorando o final de mais uma TAC com muito sucesso, estava finalizada a Fase I da TAC 2014 e já começou a saudade dos novos amigos.


 
12o e 13o Dia da TAC 2014

29 e 30/03/2014 TAC 2014 - Décimo segundo e décimo terceiro dia da expedição: Juruti - Rurópolis

 

 


Relato por Sérgio Holanda: O dia amanheceu e chegamos a Juruti. Oganizar a bagunça, vários carros com baterias descarregadas, inclusive o meu, pois todos deixaram os freezers ligados. Cerca de meia hora para nos organizarmos e ai o Troller do Jerri Garfão acendeu a luz do óleo. Disse a ele que isso era coisa de Troller que não se preocupasse com uma pane elétrica, fizemos a verificação visual de que a bomba funcionava, mas ele insistia em levar em uma oficina. Após várias pessoas informarem que era uma pane elétrica e que deveria trocar o relê e tal ele ligou para o mecânico de sua confiança e foi informando a mesma coisa, trocou o relê e pronto! Com isso perdemos algumas horas em Juruti, mas saímos ainda pela manhã.

Seguimos pela trilha de Juruti – Itaituba, Magal como sempre nosso guia, uma vez que mudam as estradas dos projetos de manejos e tocamos com um ritmo muito bom até chegarmos a uma ladeira alta, mas escorregadia como quiabo, o carro de Morales, único com pneus agressivos remolds, conseguiu subir sem dificuldade, serviu de ancora para que eu e Matheus subíssemos com nosso guincho em alguns trechos, logo depois veio Cowboy. Fizemos um trabalho de corte de barreira e limpeza do trajeto com nossos pneus na subida, o que facilitou a vida dos demais, que subiram sem problema, apenas a Ranger de Marcão, que caiu em um buraco e quebrou a homocinética esquerda, agora estava 4x2, mas pelo menos possuía bloqueio no diferencial traseiro. Seguimos em direção à nova estrada com ponte, não existia mais aquele passeio emocionante de balsa fantasma ou a comunidade de Mariazinha e seus encantos, tudo ficou mais rápido com a ponte e fomos seguindo e a noite chegando.

 

 

Cerca de 35km depois da nova ponte existe o escritório e galpão de um grande projeto de manejo, seguimos para lá, iriamos acampar no local e para nossa surpresa lá estavam o pessoal de manutenção, que pensávamos estar fechada e nos cederam um galpão para armamos nossas barracas e redes, além de um banheiro de primeira categoria, refeitório para fazermos nosso farnel e ainda Sky para assistirmos TV. Um verdadeiro hotel cinco estrelas no meio da mata. Um dos motivos de termos chegados tão rápido e tão longe é que não nos deparamos com nenhuma arvora de grande porte caído no nosso caminho, às poucas no facão resolvíamos ou passava com o carro por cima mesmo.

Saímos da madeireira perto dás 9:00hs, difícil colocar essa turma para rodar cedo, embora boa parte acordou com os sons da selva amazônica, mas começa a arrumar os carros, tomar banho, café da manhã e por ai vai. Pegamos a trilha para Itaituba, trilha no começo me pareceu meio diferente, estava, pois estava pouco rodada, alguns trechos que no ano anterior estavam bem complicados não foram grandes desafios, vejo que choveu bem menos que no ano anterior, até mesmo pela falta de arvores caídas, me perguntava se seria assim daqui a alguns dias quando voltar com o outro grupo. Chegamos a uma ponte de toras e logo após um alagado com areão pesado, o pneu do Vitara de Morales (Vovó), que na lama foi perfeito sofreu no areão molhado e atolou, providenciada a retirada do Suzuki e a toda água que entrou nele seguimos com os demais passando até o último veículo passar, Meia com sua L200 que atolou na areia encharcada e mexida pelos que passaram antes.

 

 

O interessante desse trajeto é que não é um projeto Off Road pesado, claro que um veículo 4x4 original sofreria, mas um bem preparado sairia bem, eu mesmo andei 4x2 todo o percurso mapeando o caminho para Marcão que estava 4x2 em sua Ranger, algumas horas para não forçar os freios usava a reduzida, mas basicamente em termos de Off Road muito tranquilo, porém o “plus” desse trajeto é o visual, passamos quase 70% do trajeto por dentro de mata fechada, apenas o caminho cortado em um projeto de manejo, um visual, mesmo para mim que já passei várias vezes, mas é um visual sem igual, lembrando como devia ser na época que se abriram as estradas na região. Todos são unanimes em afirmar que realmente o bom desse trajeto está na possibilidade de se ver uma floresta de verdade onde passemos por ela, sentindo o calor da mata, a humidade, os sons que ela produz e observar sua respiração, um momento perfeito entre nossas maquinas e a natureza.

Chegamos a Itaituba no final da tarde, como comentei o caminho estava fácil de passar, nenhuma arvore para cortar e tudo isso fez com que no final ganhássemos mais de 36h de trilha e assim chegando perto do cronograma original. Por ser ainda cedo resolvi partir para Rurópolis onde pernoitaríamos e em Uruará arrumar o carro de Marcão, como fazer a revisão dos demais veículos. Após os 30km asfaltados de Itaituba até a interseção da BR 163, começou a bagaceira de buracos e valas, velocidade baixa, irritação com tanta buraqueira, muitos bi-trens puxando soja e daqui a pouco uma fila gigante, mais de 40 bi-trens parados na estrada, saímos pela lateral e fomos até o topo da serra, onde um caminhão estava atolado, saímos pela lateral com cuidado, passaram os veículos com retrovisores fechados e do lado uma vala enorme. Seguimos até chegar a Rurópolis, já era meia-noite e pernoitamos para sair bem cedo.

 
10o e 11o Dia da TAC 2014

27 e 28/03/2014 TAC 2014 - décimo e décimo primeiro dia da expedição: Balsa para Juruti

 

 


Relato por Sérgio Holanda: Fileno, devido a necessidade profissional de retornar enviou seu Troller por transportadora e seguiu de avião, agora éramos onze veículos e todos loucos para seguir viagem, ninguém aguentava mais ficar em Manaus, afinal queremos rodar e seguir com nossos desafios. Após almoçarmos seguimos para a Balsa e no fim da tarde estávamos organizando os veículos, o acampamento com lonas e preparando a churrasqueira.

Compramos uma churrasqueira, sacos de carvão, 60 caixas de cervejas, 60 quilos de carnes, maioria picanha, refrigerantes e água mineral. Churrasqueira acesa, isopores cheios de cerveja e gelo e começamos a farra. As primeiras horas foram tranquilas, depois começou a chover e alguns começaram a deitar em suas barracas, outros ficaram e a chuva se transformou em tempestade fazendo com que a balsa parasse ao lado da floresta para esperar reduzir a pressão da chuva e podermos continuar. Nesse intervalo de tempo ocorreu um desentendimento entre dois participantes, brincadeira de mau gosto e interpretação errada gerou uma animosidade, mas que depois de muita conversa voltou o clima de festa.

No final da noite, eu Afrânio e Léo ficamos conversando, enquanto Léo tocava violão e cantávamos. Todos dormindo e tome chuva, tempestade forte novamente, troncos batendo na balsa e mais uma vez a balsa foi parar nas margens, só que dessa vez batendo em algumas arvores, maioria dormia tão profundamente que nem percebeu.

O dia amanheceu chovendo, até parar a chuva ninguém se atrevia a sair das barracas. Abriu o tempo, todos levantaram, Bocca preparou um omelete de primeira e estava pronto o café da manhã. Cozinha limpa e logo acendemos a churrasqueira novamente e às 10:00hs já estávamos bebendo e comendo churrasco e ai começamos a jogar dominó, Bocca e Cowboy fizeram uma parceria que derrubavam todos, mas também o sucesso dessa dupla se devia a pedras escondidas, cantando jogo, gato por lebre, ou seja, muita roubalheira. Mas o que importava era a diversão. Assim foi nosso dia, muita cerveja, muita farra, alguns dormiam e se reversavam na churrasqueira, os gaúchos assumiram em alguns momentos o churra e seguimos o dia nos divertindo. Chegou à noite e começou a chover um pouco, pessoal já mais cansado e como no dia seguinte sairíamos assim que chegássemos em Juruti, ou seja, descansar um pouco e todos foram dormir mais cedo. Como não tinha nenhuma tempestade e reforçamos a coberta com mais duas lonas gigantes, coloquei minha rede entre meu carro e de Matheus e fui dormir.

 
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