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Diário de Bordo

Diário de bordo da edição de Março da TAC 2014



7o e 8o e 9o Dia da TAC 2014

24, 25 e 26/03/2014 TAC 2014 - Sétimo, oitavo e nono dia da expedição: Revisão das viaturas em Manaus.


Relato por Sérgio Holanda: Revisão e preparação

Em Manaus os veículos foram para Revisão e o pessoal fazer compras de mantimentos para a viagem de balsa e pela selva de Juruti até Itaituba.

Relatórios dos veículos (alguns participantes não passaram o que fizeram em seus veículos)

Troller Cowboy – Regulagem dos freios e troca pastilha, troca óleo diferencial dianteiro contaminado;

Troller Normelio – Chegou rebocado, perdeu a bomba dágua, por pouco não bateu o motor. Bomba d´água, troca óleo diferencial dianteiro contaminado;

Troller Garfão – troca óleo contaminado diferencial dianteiro, troca do retentor dianteiro, troca amortecedor dianteiro OffShock que arrebentou o olhal, quase não conseguimos os originais, pegamos com um dono de Troller que havia encomendado e nos disponibilizou, troca das pastilhas de freio traseiro;

Troller Fileno – compra de pneu novo, um dos BF KM2 deformou por completo, defeito de fabricação, troca óleo diferencial dianteiro contaminado;

Troller HC –  troca óleo diferencial dianteiro contaminado,

L200 Triton –

L200 Matheus – regulagem dos freios, troca sensor da BI,

L200 Savana Diulio – Despachou o carro por transportadora e não fez revisão;

Toyota Hilux  2013 Marcelo – troca pastilhas de freio;

Toyota Hilux 2002 Serjão – regulagem de freio, troca de óleo do diferencial traseiro pela quilometragem rodada (sem contaminação) e colocação de um feixe de molas a mais nos feixes traseiros devido ao peso excessivo pelo jogo extra de pneus e mais carga.

Ford Ranger Marcão – Troca das bandejas de suspensão, pivôs e buchas;

Wrangler 2012 Afrânio – Fabricação de uma nova transmissão, que a original criou folga e estava quebrando, troca pastilhas de freio;

2 SW4 de Pelotas – Grupo decidiu retornar de Santa Elena;

Wrangler Raul – Após acidente decidiu retornar.

Suzuki Vitara 1998 Vovó Morales – Pane Elétrica.

 
5o e 6o Dia da TAC 2014

22/03/2014 TAC 2014 - Quinto dia da expedição (Fotos: participantes da TAC).


 

A volta de Serra do Sol. Relato por Sérgio Holanda: Eu quase não dormi, na verdade devo ter dados uns dois cochilos, como gosto de rede não armei a barraca, armei minha rede dentro da Tapera achando que as lonas que colocamos para fazer a cozinha reduziria o vento, mera ilusão, mesmo agasalhado a noite ficou com sensação térmica abaixo de 10 graus e ventos fortes soprando constantemente, queixo batendo só me faltou pegar o notebook e começar a produzir o diário, bem como analisar todo o nosso trajeto, criar planos pro futuro e vislumbrar aquela noite estrelada e fria a 1.200 metros de altitude no meio da Gran Sabana. Uma das analises que fiz foi sobre nossos veículos e o que é ideal para essa trilha, cheguei a conclusão que realmente o Wrangler de Raul com toda preparação não era compatível com o terreno, nem tão pouco as SW4 dos Pelotenses, então vem aquela consciência de que nada nessa vida é acaso é que o fato dos três veículos estarem fora do grupo só contribuiu para que tivéssemos sucesso, providencia divina, universo conspirando, seja como for tudo aconteceu da forma como tinha que acontecer.

 

Aos poucos o pessoal foi acordando, Bocca com som alto com a música do bom dia expedição, que tem um como refrão “cadê os cachaceiros?” e em pouco tempo todos se preparando para arrumar nossas coisas, recolher nosso lixo e adubarem o solo da Gran Sabana. Às 9:30hs o comboio começa a se deslocar, a Vitara de Morales (Vovó) estava com bateria carregada e seguimos para nosso retorno, como o grupo já estava afiado com a forma de conduzir naquele tipo de terreno a coisa fluiu bem, deslocamento médio mais rápido, nenhum contratempo como na vinda (capotagem de Raul e Wrangler quebrado) que nos fizeram perder muito tempo e no fim da tarde estávamos na Aldeia dos Índios.

 

 

Durante o deslocamento a descontração de sempre, aquela bagunça no rádio e o silencio nos obstáculos mais perigosos, porém o mote do dia era a fiscalização na boate gay. Calma, vou explicar! Como todos sabem existe aquele estigma de que gaúcho é viado e tal, coisas do nosso folclore, então após o incidente com o participante que desligou o Som do carro dos gaúchos, onde estes estavam reunidos embaixo de uma tenda, juntamente com outro participantes da TAC, e como o pessoal não perdoa, se criou a estória de que um fiscal dos bons costumes chegou no acampamento gaúcho, desligou o som e mandou parar a viadagem. Vocês não têm noção de como essa história rendeu, riamos compulsivamente no rádio, enquanto um perguntava, “rapaz, como foi aquela história de que fecharam a boate gay ontem a noite?” e respondia, “pois é, estava a maior viadagem, todos dançando I Will Survive e de repente chega um fiscal dos bons costumes, desliga o som, chuta a porta e manda acabar com a viadagem. Foi viado correndo pra tudo que é lado”. Simplesmente um dia proveitoso de muitas gargalhadas.

 

Os índios pesavam que iriamos dormir perto da Aldeia e não subir a Ladeira do Índio e o aborto da Piriquitinha, afinal estava entardecendo. Subida inclinada em curva e sem lugar pra fazer a volta, tendo que acelerar, derrapar e conseguir encaixar o carro para subir em uma só pegada, uma verdadeira briga de braço com o veículo e o caminho e tudo isso com apenas 1 hora de luz do dia.

 

Todos os zequinhas prontos e começaram a arrumar a subida com pedras dentro das valas e batendo semi-eixos em pontos estratégicos para poder colocar o cabo do guincho e auxiliar na subida. No carro aguardando a liberação da pista para decolar e dessa vez feliz, pois o diesel Venezuelano, que é puro e não essa sopa de porcarias vendidas no Brasil tinha limpado minha bomba e com isso a Hilux estava com potencia total, enchi o motor, segunda reduzida, bloqueio acionado e pé no controle de acelerador. Comecei a subir, quando percebi estava no topo da Ladeira do Índio, buzinaço, gritos de euforia no rádio e muito incentivo pro grupo, seu eu consegui eles conseguem também. Para quem nunca foi não adianta olhar por foto que não se tem condições de imaginar as inclinações, para se ter ideia em boa parte delas se sobe de quatro patas, pois é impossível ficar em pé, e é nesse cenário que subimos e descemos. Todos começaram a acelerar e quando percebemos todos estavam no topete antes do aborto da piriquitinha, sucesso total, 13 carros subiram sem nenhum incidente e sem precisar de guincho, vamos para próximo desafio.

 

Aborto da Piriquitinha é uma ladeira íngreme, com penhascos de lado e no meio dela uma curva de 90 graus com cascalhos soltos, onde os veículos derrapam e entram em X. O problema aqui é acelerar demasiadamente e passar da curva, vai cair uns 50 metros de altura, mas a paisagem vale a pena, se o veículo derrapar e querer voltar pra trás, freio não segura, pois derrapa no cascalho e ai mais uns 50 metros de queda livre. Um dos participantes, devido a um trauma antigo congelou e pediu a um amigo que subisse com seu carro, era a segunda vez no dia que fazia isso, mas uma coisa é certa, foi homem suficiente para assumir o seu medo e dizer, reboquem meu carro ou subam com ele. Todos passaram, com uma certa dificuldade, mas passaram, menos a L200 Triton, que patinou e não conseguia subir, e descendo sem freio ficou em situação complicada, mas ai colocamos o guincho e guinchamos.

 

Escureceu e o ultimo veículo chegou ao topo da “piriquitinha” e mais uma vez trocamos a bateria do Vitara, Playmobil movido a bateria 12v. Continuamos nossa jornada, agora eram descidas íngremes e escorregadias, “Domenicos” entre outras, mas como para baixo todo Santo ajuda e o Diabo empurra, fomos vencendo os obstáculos, já perto da Ladeira do Raul, onde o Peruano capotou e marcou seu nome na Serra do Sol, havia uma subida íngreme, meio longa só que com caixa de ovos, ou seja, cheio de buracos que faz com que o carro entre em X na subida, perdendo aderência, para o Vitarinha, sem bateria e curto foi um sofrimento, ficou no meio da ladeira, Arnaldo desceu do carro de Bocca e colocou uma cinta para rebocar, agora era morro a cima e a baixo até encontrar um local para trocar a bateria do Vitara e seguir em frente, por muitas vezes o Vitara saiu do trilho e só não caio 10 a 20 metros de altura por estar sendo rebocado, Morales quase que enfarta de tanta emoção, mas tudo deu certo.

 

Após uma descida de pedra inclinada existe uma curva a esquerda dentro de uma pequena cachoeira. Para passar era necessário que puxasse o veículo bem para a direita e depois jogasse-o para esquerda livrando um buraco grande que pode tombar o veículo. Como sou o veículo que puxa o comboio iniciei a manobra, só que muito pela direita a base da pequena cachoeira de 5 metros de altura cedeu e a roda direita da Hilux ficou pendurada, as rodas traseiras levantaram e em segundos Evandro pulou fora da Hilux, estava tombando para dentro do buraco com mais de 5 metros de altura, abri minha porta, pé no freio na única roda que tocava o chão e projetei meu corpo pra fora, estabilizou a Hilux, mas estava na posição de pular fora caso ela fosse cair no buraco, onde cairia de frente e capotaria mais para baixo. Peguei o rádio e falei apenas “puxa pra trás, puxa pra trás...”, em poucos segundo Lucas Cassio, filho do Jerri, que estavam no Troller atrás da Hilux, colocou o guincho no para-choque traseiro e começou a puxar, tudo muito rápido, reação rápida e tão tensa a situação que ninguém tirou foto, só olhavam perplexos ladeira acima a Hilux pendurada com as rodas traseiras no ar. Passado o susto continuamos em direção a Ladeira do Raul.

 

À noite a visão engana e quando olhamos o Rio que iriamos atravessar a impressão é que tinha subido uns 2 metros e olhei pro Evandro e ele olhou pra mim e dissemos juntos “agora fudeu!”.  Evandro desceu do carro e foi olhar com a lanterna, ilusão mesmo, o rio estava no mesmo nível e começamos a descer a ladeira do Raul e subir o outro lado da margem atravessar uma matinha e chegar ao portão de saída do Parque Nacional Venezuelano. Parada para um breve Briefing e todos de mãos dadas  e rezamos mais uma vez, agora agradecendo a graça de termos todos idos e retornados com saúde e sem incidentes graves, tínhamos chegado todos perfeitos.

 

Direto para Santa Elena, hotel pra pernoitar e seguir para Manaus no dia seguinte, revisão nos veículos e preparação para a segunda parte da TAC 2014.

 

23/03/2014 TAC 2014 - Sexto dia da expedição: No dia seguinte todos se dividiram, alguns partiram mais cedo, como Diullio e sua esposa, pois tinham um avião para pegar no mesmo dia a noite em Manaus e despachar o carro de volta. Meia e Vovó saíram cedo, com o Vitara tendo de trocar a bateria precisavam chegar cedo a Manaus, além de não poderem correr muito existia a barreira dos índios Waimiri Atroairi na BR 174, que liga Manaus a Boa Vista, que fecham a estrada entre 18:00hs e 06:00hs, e ninguém passa! Absurdo, pois a ligação entre duas capitais é interrompida todos os dias por 12 horas.

 

Comboio seguiu dividido e alguns chegaram na reserva na boca do tempo de passar, mas ficamos eu, Afranio, Fileno e Marcão pra trás, devido a problemas nos meus pneus, Fileno perdeu um Pneu e Afranio devido as paradas para abastecer o Wrangler não conseguiríamos chegar a tempo de passar pela Barreira e Marcão como estava nos acompanhando, terminamos dormindo em uma cidade antes, o que nos atrasou em um dia, afinal ainda estávamos a 530km de Manaus.


 
4o Dia da TAC 2014

21/03/2014 TAC 2014 - Quarto dia da expedição (Fotos: participantes da TAC).


 

 

Relato por Sérgio Holanda: Acordamos cedo, claro Bocca não deixa ninguém dormir muito, preparamos os carros e seguimos em frente, mais erosões, subidas loucas, tobogã de carro e chegamos à Ladeira dos Marcos, descida louca, subidas impossíveis, beira de penhasco e todos tensos, pela primeira vez escutei Cowboy dizer que ficou tenso. Para alegrar, Gustavo reclamava querendo saber quem foi o desgraçado que deu uma cagada ao lado do carro de Meia, seu irmão, riso total a desconfiança era que o sacana foi Bocca ou Afranio.

 



Passamos as dificuldades e com uma visão fora do normal e finalmente chegamos a Serra do Sol, agora era ir às cachoeiras, no pé da Serra e tirar muitas fotos, aproveitar o máximo, afinal no dia seguinte teríamos dois dias de trilha para voltar, mesmo caminho desafios iguais ou maiores, afinal onde subimos iremos descer e onde déssemos iremos subir.

 



Serra do Sol: Beleza ímpar, não pelo fato de uma montanha ou de uma belíssima Savana, na verdade Serra do Sol é linda, mas a beleza de tudo é o trajeto é a aventura e o desafio contra a natureza e a possibilidade de dar tudo errado. Serra do Sol é única, é estar a noite acampado e as raposas chegarem junto, é ver aquela paisagem árida, mas com cachoeiras e córregos no meios das rochas, claro temos isso no Jalapão, na Serra das Mesas, Guimaraes ou Chapada Diamantina, mas nenhum desses locais passamos por tanta aventura, desde o momento que entramos na Venezuela e adentramos em uma reserva proibida e precisamos mentir para a Guarda Nacional onde iremos, policiais armados com metralhadoras, até o momento de vermos nossas vidas na mão de um veículo a 150 metros de altura onde um vacilo e nossas vidas se acabariam. Ir para Serra do Sol não é somente contemplar uma montanha e uma Savana com o Monte Roraima ao lado, mas poder dizer a todos “EU FUI” eu sobrevivi a essa grande aventura, fui com meu carro e voltei. Para alguns pode parecer bobagem, mas vir aqui é mais do que contemplar a natureza que Deus criou, é dar valor a vida e as pessoas que amamos, são seis dias longe de tudo e todos, sem comunicação, sem saber o que está acontecendo, tudo bem um celular via satélite, mas e ai, estaríamos desligados do mundo? Não, apenas um rastreador que mande mensagens para minha rede social dizendo a todos que estamos vivos e bem e só, nada de saber que dia da semana é o que está acontecendo lá fora, apenas vivenciando nosso mundo, nossos medos e nossas vitorias. Definitivamente isso aqui é mais uma grande aventura em minha vida e posso dizer fui a Serra do Sol e vou voltar!

A noite foi uma farra, no acampamento da Tapera tivemos algo inusitado, Bocca fazendo churrasco de picanha e levando pros gaúchos, que faziam macarrão, tudo bem que o macarrão que o Marcelo fez estava muito bom, olha que não sou de massa, mas estava muito bom, mas sabemos que o gaúchos são os reis do churrasco, mas passaram vergonha, comeram a picanha dos baianos. A noite correu de farra, alguns foram dormir cedo, cansados do dia, outros na farra, dois acampamentos em festa, já que os dos gaúchos fica 10 metros depois devido a organização dos carros e ficávamos passeando de um acampamento para o outro. De repente um dos participantes sai da barraca, abaixo o volume do som dos gaúchos e pede silencio para dormir, algo chato, até porque existiam vários lugares para armar a barraca e o vento não permitia levar som, segundo o participante, que conversei no outro dia, ele acordou meio desnorteado e fez aquilo impensadamente, lhe disse que duas palavras mudam um contexto ao nosso favor: “por favor” e “desculpe”. Ele pediu desculpas ao pessoal, que foram aceitas imediatamente e o clima chato se esvaiu e ainda gerou mais um motivo de zona da turma, mas essa história conto na próxima parte: Retorno da Serra do Sol.

 


 
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