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2012 - Dia 10 e 11
10o Dia de Expedição TAC 2012
Saída: Km8 depois do acampamento 2
Destino: Juruti
Km: 140km

Começou a chover a meia-noite e choveu sem parar a madrugada inteira. Sete da manhã todos de pé, contra a vontade, pois chovia muito, mas tínhamos que construir uma ponte e fomos em frente. Engenharia de projeto feita, mãos a obra, e todos fazendo sua parte. Corta arvore, picota toras, carregas pranchões e amarra tudo. Perto do meio dia nossa ponte estava pronta e muitos desafios pela frente do outro lado.

Entramos novamente na trilha e mata fechada, facões e foices, serra elétrica nas mãos e mais arvore para cortar e avançando metro a metro. Dia cansativo, até porque o dia anterior já tinha sido pesado, seguimos em frente e mais arvores caídas. O tempo corria e vez outra caia uma chuva de deixar todo mundo ensopado. Às 17:30h tomei uma decisão, enviei Cesar e Matheos, juntamente com um dos mateiros, o Zeilto para avançarem 2 km a frente e tomarem noção do que teríamos, afinal como todas as informações eram desencontrada e pelo GPS estávamos a 38km da Vila Amazônia e nosso diesel estava acabando, nossos mantimentos idem e principalmente o óleo 2 tempos da moto-serra, que já tínhamos apenas uma, visto que a minha apresentou problemas no carburador, ou seja, estávamos ficando sem opções e quem abriu mais de 20km de estrada por onde nenhum carro passara nos últimos 5 anos e moto a cerca de 1 ano, tínhamos feito muito, mas não tínhamos planejado isso, já que nosso objetivo era a balsa da Galileia, que não existia, então não tínhamos reserva técnica de mantimentos e combustível.

Grupo avançado retornou e com uma péssima notícia, tínhamos somente pelos 2km que andaram uma Castanheira gigante para cortar, já estávamos quase sem óleo 2t para a moto-serra, além disso a estrada que iria para a Vila tinha acabado, a selva tomara conta totalmente, impossível de penetrar e a outra levava a um antigo projeto a cerca de 15km, mas com muitas arvores a serem cortadas, já que estava abandonada a 5 anos e apenas motos passavam, mas esta estrada terminava no projeto e de lá somente uma trilha de motos no meio da selva, ou seja, chegamos ao final, quem sabe em 2013 com um D7.

Decidi que iríamos voltar, alguns ainda queriam insistir no que achavam ser possível, mas é uma questão e bom-senso e principalmente de segurança. Retornamos para a ponte que tínhamos construído, quando os últimos passaram já era noite e seguimos para Galileia.

No caminho da Galileia Julio bateu em um tronco escondido na beira da estrada e na pancada empenou a base do eixo direito e deslocou a transmissão. No mesmo tronco Matteo bateu com o pneu direito do Troller e como conseqüência arrancou a roda, detonando a manga de eixo e porcas.

Grupo parado desmontou o conjunto e deixamos o Troller no local, Matteo não quis retornar e ficou com seu parceiro de viagem acampado junto ao carro, como a estrada é abandonada não tem perigo, pelo menos em relação a assalto. Seguimos para Galileia, no entroncamento para Juruti pedi ao Julio que guiasse a maior parte do grupo para Juruti e fiquei, juntamente com Marcão, Luiz, Cesar, Jorge e Leandro, pois fomos deixar os mateiros em casa.

O grupo seguiu para Juruti, chegando quase duas da manhã, nõs chegamos quase quatro horas e fomos descansar o dia já estava amanhecendo e muito trabalho pela frente e decisões a serem tomadas sobre o que faríamos pela frente.

Adendo:

Para alguns não conseguir chegar é uma derrota, mas estes nunca enfrentaram um desafio como o que enfrentamos. Abrir quase 30km de estrada no meio de uma mata onde o ultimo carro passou a 5 anos não é fácil, pirambeiras altas, tudo deslizando, poças d´água e muitos desafios como cobras surucucus e aranhas em quantidade, estávamos no ramal conhecido na região pela grande quantidade de cobras e animais peçonhentos. Uma coisa é certa, todos que lá estavam, ficaram de alma lavada com toda a aventura que enfrentamos, valeu o percurso e toda adrenalina que passamos, afinal viemos aqui para isso.

Relação de danos para os dois dias:

  • Ranger: homocinética
  • Troller Matteo: Batida em um tronco que arrancou a roda direita ovalizando a manga e danificando as porcas de trava.
  • Cherokke: batida em um tronco, mesmo do Troller, quebrando terminais e tirando o diferencial do eixo.
  • Toyota Hilux: batida em um tronco que calçou a base da torção e quebrou em 3 lugares
  • Jipe: aquecimento.
  • Troller Tony Cabaré: queima do motor de acionamento da 4x4 e travou o acionamento, veículo só com 4x2 e bloqueio.
  • Demais veículos ainda precisam de uma revisão geral, mas uma coisa é certa, todos voltarão para casa com várias cicatrizes de guerra.

 

 


11o Dia de Expedição TAC 2012

 

Menos de três horas de sono e acordado para arrumar a base da torção da Hilux, revisar a moto-serra e arrumar uma solução para a manga de eixo do Troller e voltar para resgatar o Matteo e o Marco.

Fui para oficina fazer o reparo na Hilux e aproveitei para atualizar o site, enquanto isso a moto-serra na revisão e Landry providenciando a recuperação da manga de eixo do Troller, mesmo ovalizada vai ter de tirar do mato, pois na pancada arrancou sistema freio e danificou outras coisas que só serão recuperadas em Manaus.

O pessoal estava brincando na hora do almoço dizendo que os primeiros eliminados do BBTAC 2012 partiriam hoje, rsrsrrss. Rodrigo e seu companheiro JP partiram para casa, Rodrigo precisa começar uma obra em Natal. Julio e Dani foram para Santarém visitar uns parentes e seguiriam para Minas Gerais a trabalho. Os demais ficaram aguardando meu retorno do resgate para definições, enquanto isso revisando os veículos.

Nosso rumo é Itacoatiara, Parintins agora em uma próxima aventura, uma coisa é certa, BR319 estamos a caminho. A balsa sairá na quarta-feira para Itacoatiara com 9 veículos, e aqui fica uma dica de quem vem para essas bandas, as barracas de teto prejudicam na arrumação dos veículos e até a impossibilidade de embarque.

Saímos para o resgate dos Italianos mais de quatro da tarde, demora na entrega das peças e da moto-serra, mas partimos com a certeza de trazer os dois companheiros e o Troller para Juruti. Eu, Leandro, Landry, Matheos e Caio na Hilux e na L200, fomos ao encontro dos amigos.

Quase nove da noite chegamos ao acampamento que os Italianos fizeram, como ninguém passa há anos eles ficaram completamente sós na estrada e aproveitaram o tempo “livre” para criar uma barraca que protegesse da chuva enquanto trabalhássemos no carro. Segundo Matteos eles não conseguiram dormir devido a chuva e o medo de que alguma arvore caísse por cima do carro, então ficaram conversando falando bobagem até nossa chegada, que foi comemorada por Matteos com uma dança meio estranha ao ver nossos carros chegando, o desespero e o alivio transformam as pessoas... rsrsrsrs.

Começamos os trabalhos com a alimentação, levamos um tucunaré frito, cerveja, refrigerante e água gelada, alguns sadubas para o grupo durante o conserto madrugada a dentro e mãos-a-obra. Já era mais de meia noite quando terminamos, claro que não ficou perfeito, estávamos com o Troller sem freio, roda aberta, rolamentos danificados, mas podíamos agora levar o veículo para a cidade. Começamos a rodar devagar para não forçar, além da falta de freio, já era quatro da manhã quando chegamos em Juruti, mortos de sono, mas com o objetivo cumprido, agora é pegar a balsa para Itacoatiara e se tudo der certo dia 25 estamos chegando em Humaitá para encontrar o José Carlos, Marcos Antonio e o Leandro Paschoal para seguirmos em frente.
 

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