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2012 - Dia 17, 18 e 19
17o e 18o Dia de Expedição TAC 2012
Saída: Itaituba
Destino: Apuí
Km: 700km

 

Pessoal dormiu um pouco mais, tomamos café da manhã fomos organizar os carros e o Marcão resolvendo as soldas dos amortecedores. No almoço, no próprio hotel, o grupo reunido só tinha um comentário, que os últimos três dias foram os melhores da TAC 2012, que valera todo o aperreio com as balsas e demoras e dias parados e a frustração de alguns de não ter chegado a Vila Amazônia após mais de 20km de estradas abertas. Os três dias entre Juruti e Itaituba foram fantásticos, acampamento, banho de cachoeira no meio do nada, ajudando que precisava, distribuindo presentes a crianças que estão longe de tudo e vendo um sorriso maravilhoso nos rostos. Enfrentar uma balsa sem nenhuma segurança, dormir em uma casa “mal-assombrada” (segundo Cabaré), andar em uma estrada belíssima cheia de arvores enormes, Castanheiras, Mognos, Ipês, arvores ainda intocadas, abrir estrada, enfrentar atoleiros, subidas e descidas perigosas e muitas erosões que engoliam os carros, foi um mix de aventura e felicidade, todos dizendo em voz alta que tinham amado tudo aquilo e o grupo mais forte e coeso. Foi uma grande aventura e somávamos mais de 40 arvores cortadas, calos nas mãos, mais de 6 acampamentos e muito mais pela frente.

Saímos de Itaituba às 15:00hs em direção a Jacareacanga, 412km de estrada, antes parada para ver as corredeiras do Tapajós, que brevemente com as novas 5 hidroelétricas que estão em planejamento serão destruídas.

No meio do caminho para Jacaré encontramos com o Leandro Paschoal, o Marcos Passos e o Carlos Ferreira, integrantes da segunda fase da TAC 2012, mas como estávamos mais de cinco dias atrasados para o encontro eles seguiram viagem com o roteiro da segunda fase sem o grupo, uma grande lastima, mas o Leandro tinha compromisso em São Paulo e não poderia esperar nós irmos a Labreá e retornar. Ficou um forte abraço do grupo e passei o roteiro para eles retornarem aproveitando as belezas e alguns trechos de lama para Marabá, quem sabe ano que vem nos encontramos e fazemos o trajeto juntos.

A estrada estava relativamente boa, alguns trechos muitos ruins, em um determinado momento, cerca de 21h00hs cai em uma grande erosão na descida de um vale, para os que não conhecem essa região é cheia de grandes vales com subidas e descidas íngremes, pena que era noite e não podíamos observar a beleza desses vales, mas nos deliciamos com a montanha russa natural a noite, me lembrou a Space Mountain da Disney, muito show!

Ao cair na erosão à solda que fizera em Juruti na base da minha barra de torção arrebentou em dois locais e o carro abaixou e ficou um pouco ruim de dirigibilidade, mas sem comprometer a empreitada do dia. Logo depois o Giovanni estourou os dois amortecedores traseiros. Chegamos a Jacaré mais de meia-noite e pegamos as pousadas. Cerca de sete de manhã estávamos, eu e o Giovanni nas oficinas, ele trocando os amortecedores e a Hilux refazendo a solda, dessa vez mais reforçada.

Partimos de Jacaré às 10:45hs e pegamos estrada em direção ao Apuí, onde o nosso amigo Matheus estava preparando um churrasco com o encarregado de uma propriedade de sua família. A cerca de 140km do Apuí, 29,5km do Rio Sucunduri o Troller de Cabaré arrebentou os seis tarugos da roda direita e por pouco não cai a roda, Caio, que vinha logo atrás na L200 com o Matheus viu a cena e mandou todos pararem. Como diz o Cabaré, “Agora sim!!!”. Desmontamos o semi-eixo, retiramos a base dos tarugos completa e tocamos o pé para Apuí, Matheus e eu na frente e o restante do comboio vindo logo atrás. Cabaré e Landry ficaram na estrada aguardando nosso retorno.

Como a balsa do Sucunduri é até as 18:00hs fechei um acordo com o pessoal da balsa e eles irão passar o Troller a noite. Em Apuí comprei uns parafusos novos, não os originais, mas outros e soldamos, peguei um moto-taxi, aqui moto anda muito mais rápido que carro nessas estradas ruins e mandei ele retornar com a peça pronta para entregar a Landry para que remonte a roda e venha a nosso encontro, lá pela meia-noite deverão estar chegando. Enquanto isso o grupo está no churrascão do Matheus.

19o Dia da Expedição

Acordei cedo e nada do Troller de Cabaré, aliás, nem dormi direito preocupado, fui atrás do moto-taxi e como ele ainda não tinha chegado fiquei menos preocupado. No hotel seu Jair conversou com um pessoal e ficou sabendo que a Marinha iria interditar a balsa de Mata-mata e com isso não poderíamos sair de Apuí, na verdade a Marinha havia dado uma data para que fosse feita a troca da balsa, que estava fazendo muita água.

Jair ficou preocupado e começou a conversar com o grupo para que saíssemos logo de Apuí, o grupo se reuniu e decidiu seguir viagem para Humaitá, onde esperariam o restante, uma vez que eu não poderia seguir viagem, precisava esperar Cabaré e Landry chegar e Matheus que tinha ido visitar sua fazenda na região.

No meio da manhã chegam Cabaré e Landry, cansados, amarrotados e fedendo a cachorro molhado, fora uma noite de muitas emoções. Rsrsrsrs... Devido a chuva a moto só chegou ao local onde o Troller estava quebrado mais de onze da noite.

Uma noite de cão...

Cabaré e Landry tomaram um banho, descansaram alguns minutos e seguimos para a oficina para arrumar o Troller. Foi uma aventura, segundo Cabaré, relatando o dia e noite no carro; “começou a chover e eu e Landry dentro do Troller, a água escorrendo e tirando o calço do Hi-lift, o carro rangia e ficamos congelados, sem mexer nem a pestana para não cair”, além da chuva o transito de alguns veículos preocupava a dupla; “chegou um caminhão carregado de equipamentos de uma loja, nosso medo era que o pessoal pensasse ser um assalto, já que o Troller estava quebrado no meio da estrada. Um Mercedes vermelho parou e eu disse pra Landry descer, ele é um ótimo vendedor e iria vender bem nosso problema. Landry desceu com as mãos levantadas dizendo que éramos da Paz, Paraibanos que brados na estrada e ai desce um dos ocupantes do caminhão com um 38 mirado para Landry, olhou o carro e viu que estava quebrado, quando me viu mandou descer outro ocupante armado do caminhão, verificaram como iria passar ao lado sem cair na barreira e após passarem seguiram a viagem, eu e Landry estávamos tremendo mais que bambu em tempestade”.

A moto chegou e a felicidade foi total, Landry montou a roda e seguiram até a balsa do Sucunduri, mas já era mais de 02:00hs e agora só quando o Sol nascesse. Dormiram dentro do carro e aguardaram o dia amanhecer, seguiram devagar, uma vez que os parafusos eram apenas para tirar do prego, na cidade resolveríamos o problema definitivamente.

Passamos o dia resolvendo o problema do Troller e quando Matheus retornou de sua fazenda jantamos na casa do administrador da fazenda e fomos dormir cedo para sair ao encontro do restante do grupo em Humaitá.

 

 

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