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2012 - Dia 20 e Final da Expedição

20o Dia de Expedição TAC 2012

Saída: Apuí

Destino: Humaitá
Km: 380

No dia anterior a maior parte do grupo seguiu para Humaitá devido a uma ameaça de fechamento da balsa do Matá-Matá. Choveu a noite inteira e amanheceu chovendo forte, o que deixou a estrada escorregadia e com alguma lama.

O caminho para Humaitá foi tranquilo, nenhuma surpresa, estrada relativamente boa, mas como tinha chovido muito não dava pra desenvolver tanto devido aos buracos, após a reserva indígena, cruzamos uma e pagamos o pedágio de R$ 20,00, pelo menos nos últimos 5 anos o preço permanece o mesmo. Após a reserva deu para acelerar um pouco, andando em cima de 80km/h.

Chegamos em Humaitá às 17:30hs, mas  a balsa somente às 19:00hs, esperando dentro do carro, pois chovia o tempo todo e assim que fomos entrar na balsa o pneu traseiro do Troller de Cabaré fura. Entramos na balsa e depois que aportamos em Humaitá trocar o pneu, um belo trabalho de fim do dia com um carro cheio de lama!!! Amanhã tentaremos chegar a Labreá, as informações é de que não chega, mas vamos tentar!!!

Dias finais da Expediçãoo TAC 2012




Não acordamos cedo, afinal tínhamos que nos preparar com calma para irmos tentar chegar a Lábrea. No começo da manhã nos despedimos dos companheiros Giovanni, Jair, Nicolas e Hélio. Agora só restavam do grupo inicial eu, Leandro, Landry, Cabaré, Marcão e Hugo, éramos quatro carros e um desejo de tentar chegar a Lábrea, enquanto todos diziam que não era possível devido a estrada.

Arrumamos os carros, guinchos prontos, pontos de ancoragem ok, cintas já nos pontos de ancoragem e fora dos veículos, Hi-lift a mão, compramos água, cerveja, comida e tudo necessário para uns 4 dias de acampamento. Como já era meio-dia resolvemos almoçar e seguir viagem. Na entrada da estrada para Lábrea uma foto do grupo e seguimos em frente. Sol de rachar, era bom, pois assim seca mais os atoleiros e facilita nossa passagem.

Chegamos na primeira balsa, de cinco, e a correnteza do rio era forte, quase 1 hora para fazer a travessia com os quatro carros na balsa e a correnteza jogando a balsa longe do ponto de descida. Passamos a balsa e a noticia era de atoleiros pela frente, atoleiros esses que foram surgiram, mas como fazia Sol forte estavam mais fáceis de ultrapassar, ainda mais com veículos preparados. Começou a chover a um festival de escorregadas e quando víamos estávamos com o carro enviesado ou caindo nas valetas. Cabaré deu a primeira atolada e foi aquela zona.

Seguimos em frente e os atoleiros aumentando, fui abrindo a trilha e as horas passando, já era quase quatro da tarde quando atolei em um grande atoleiro, na verdade mais de 500mts de atoleiro puro, uma bela imagem para quem curte o off road puro.

Cabaré tentou vir por cima para me puxar, atolou, Marcão veio com a Ranger e atolou também, pedi para que o Hugo ficasse fora do atoleiro com a 110, seria para uso de emergência. Usamos o guincho do Troller para ancorar Marcão e tirar o Troller da vala, saiu, mas atolou novamente, atolado puxou com o guincho Marcão para fora do atoleiro, que usou seu guincho para me puxar e fomos assim, um puxando outro para trás até conseguir chegar à beirada do atoleiro, quando Hugo foi puxar o Troller. Nossa primeira baixa, o guincho da Land Rover foi pro saco, mas conseguiu no tranco tirar o Troller, que no guincho foi tirando Marcão que foi me tirando com seu guincho.

Um trabalho longo e técnico ai o cabo do guincho do Troller arrebentou em dois lugares, menos um guincho. Hugo atolou, o Troller tirou, Marcão foi puxado pelo Troller, Ranger livre, agora só faltava a Hilux, várias cintas IRONMAN e um cabo de aço de 20mts e pescamos a Hilux, puxando de longe a Hilux foi saindo, mas antes disso entrou mato a dentro e um tronco amassou porta e paralama, cicatrizes de guerra, mais algumas! Rsrsrs...

Já era dez da noite e mais de 5 horas em um único atoleiro, resolução, retornar até um igarapé e acampar, no dia seguinte estudaríamos a solução para passar no atoleiro, agora com menos dois guinchos e com a homocinética da Ranger prestes a estourar.

Na volta para achar um local bom de acampar Hugo atola, puxei a Land e 500mts depois encontramos dois homens na estrada, estavam observando o movimento e moravam em um sítio, um de frente ao outro, conversamos e um deles ofereceu sua casa para acamparmos na frente. Uma casa humilde, mas um local bom para montar acampamento e comermos o arroz do Cabaré. Noite adentro comendo, bebendo cerveja, vinho, água e conversa fora. Começou a chover e todos foram dormir, Landry e Leandro na barraca de chão, Hugo e Marcão em suas barracas de teto, Cabaré dentro da casa do anfitrião em um colchão e eu como queria dormir na rede e estava chovendo e na casa não tinha espaço fiquei dentro do carro, uma noite dormindo no banco da Hilux! Ai minha coluna!

Choveu muito, a noite inteira, madrugada toda e amanheceu chovendo. Lá pelas sete da manhã a chuva deu trégua e tomamos a decisão de que após toda essa água seria impossível chegar a Lábrea, tínhamos avançado quase 100km, estávamos perto do Estreito e não seria possível fazer o restante do trajeto, ainda mais com dois guinchos a menos e a homocinética da Ranger apresentando problemas.

Começos à volta e os atoleiros que tínhamos passado com facilidade no dia anterior estavam ficam quase intransponíveis, mais algumas atoladas e em uma delas levamos mais de 2 horas para tirar o Troller de Cabaré. Os atoleiros com a chuva se juntaram e pasmem, pegamos trechos com mais de 2 km de atoleiros pesados, andávamos em quarta e quinta marcha reduzida com pé enfiado.

Passamos os atoleiros e logo depois estávamos novamente em Humaitá, mesmo não tendo chegado a Lábrea todos estavam felizes com a aventura e programando nosso retorno em 2013. Estava assim encerrado oficialmente a TAC 2012 e com chave de ouro, nossos carros estavam podres de lama e cheios de cicatrizes de guerra.

 

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