Parceiros:

Manaus Hoteis

 

 

Parceiros:

 

 

 

 

 

5o e 6o Dia da TAC 2014

22/03/2014 TAC 2014 - Quinto dia da expedição (Fotos: participantes da TAC).


 

A volta de Serra do Sol. Relato por Sérgio Holanda: Eu quase não dormi, na verdade devo ter dados uns dois cochilos, como gosto de rede não armei a barraca, armei minha rede dentro da Tapera achando que as lonas que colocamos para fazer a cozinha reduziria o vento, mera ilusão, mesmo agasalhado a noite ficou com sensação térmica abaixo de 10 graus e ventos fortes soprando constantemente, queixo batendo só me faltou pegar o notebook e começar a produzir o diário, bem como analisar todo o nosso trajeto, criar planos pro futuro e vislumbrar aquela noite estrelada e fria a 1.200 metros de altitude no meio da Gran Sabana. Uma das analises que fiz foi sobre nossos veículos e o que é ideal para essa trilha, cheguei a conclusão que realmente o Wrangler de Raul com toda preparação não era compatível com o terreno, nem tão pouco as SW4 dos Pelotenses, então vem aquela consciência de que nada nessa vida é acaso é que o fato dos três veículos estarem fora do grupo só contribuiu para que tivéssemos sucesso, providencia divina, universo conspirando, seja como for tudo aconteceu da forma como tinha que acontecer.

 

Aos poucos o pessoal foi acordando, Bocca com som alto com a música do bom dia expedição, que tem um como refrão “cadê os cachaceiros?” e em pouco tempo todos se preparando para arrumar nossas coisas, recolher nosso lixo e adubarem o solo da Gran Sabana. Às 9:30hs o comboio começa a se deslocar, a Vitara de Morales (Vovó) estava com bateria carregada e seguimos para nosso retorno, como o grupo já estava afiado com a forma de conduzir naquele tipo de terreno a coisa fluiu bem, deslocamento médio mais rápido, nenhum contratempo como na vinda (capotagem de Raul e Wrangler quebrado) que nos fizeram perder muito tempo e no fim da tarde estávamos na Aldeia dos Índios.

 

 

Durante o deslocamento a descontração de sempre, aquela bagunça no rádio e o silencio nos obstáculos mais perigosos, porém o mote do dia era a fiscalização na boate gay. Calma, vou explicar! Como todos sabem existe aquele estigma de que gaúcho é viado e tal, coisas do nosso folclore, então após o incidente com o participante que desligou o Som do carro dos gaúchos, onde estes estavam reunidos embaixo de uma tenda, juntamente com outro participantes da TAC, e como o pessoal não perdoa, se criou a estória de que um fiscal dos bons costumes chegou no acampamento gaúcho, desligou o som e mandou parar a viadagem. Vocês não têm noção de como essa história rendeu, riamos compulsivamente no rádio, enquanto um perguntava, “rapaz, como foi aquela história de que fecharam a boate gay ontem a noite?” e respondia, “pois é, estava a maior viadagem, todos dançando I Will Survive e de repente chega um fiscal dos bons costumes, desliga o som, chuta a porta e manda acabar com a viadagem. Foi viado correndo pra tudo que é lado”. Simplesmente um dia proveitoso de muitas gargalhadas.

 

Os índios pesavam que iriamos dormir perto da Aldeia e não subir a Ladeira do Índio e o aborto da Piriquitinha, afinal estava entardecendo. Subida inclinada em curva e sem lugar pra fazer a volta, tendo que acelerar, derrapar e conseguir encaixar o carro para subir em uma só pegada, uma verdadeira briga de braço com o veículo e o caminho e tudo isso com apenas 1 hora de luz do dia.

 

Todos os zequinhas prontos e começaram a arrumar a subida com pedras dentro das valas e batendo semi-eixos em pontos estratégicos para poder colocar o cabo do guincho e auxiliar na subida. No carro aguardando a liberação da pista para decolar e dessa vez feliz, pois o diesel Venezuelano, que é puro e não essa sopa de porcarias vendidas no Brasil tinha limpado minha bomba e com isso a Hilux estava com potencia total, enchi o motor, segunda reduzida, bloqueio acionado e pé no controle de acelerador. Comecei a subir, quando percebi estava no topo da Ladeira do Índio, buzinaço, gritos de euforia no rádio e muito incentivo pro grupo, seu eu consegui eles conseguem também. Para quem nunca foi não adianta olhar por foto que não se tem condições de imaginar as inclinações, para se ter ideia em boa parte delas se sobe de quatro patas, pois é impossível ficar em pé, e é nesse cenário que subimos e descemos. Todos começaram a acelerar e quando percebemos todos estavam no topete antes do aborto da piriquitinha, sucesso total, 13 carros subiram sem nenhum incidente e sem precisar de guincho, vamos para próximo desafio.

 

Aborto da Piriquitinha é uma ladeira íngreme, com penhascos de lado e no meio dela uma curva de 90 graus com cascalhos soltos, onde os veículos derrapam e entram em X. O problema aqui é acelerar demasiadamente e passar da curva, vai cair uns 50 metros de altura, mas a paisagem vale a pena, se o veículo derrapar e querer voltar pra trás, freio não segura, pois derrapa no cascalho e ai mais uns 50 metros de queda livre. Um dos participantes, devido a um trauma antigo congelou e pediu a um amigo que subisse com seu carro, era a segunda vez no dia que fazia isso, mas uma coisa é certa, foi homem suficiente para assumir o seu medo e dizer, reboquem meu carro ou subam com ele. Todos passaram, com uma certa dificuldade, mas passaram, menos a L200 Triton, que patinou e não conseguia subir, e descendo sem freio ficou em situação complicada, mas ai colocamos o guincho e guinchamos.

 

Escureceu e o ultimo veículo chegou ao topo da “piriquitinha” e mais uma vez trocamos a bateria do Vitara, Playmobil movido a bateria 12v. Continuamos nossa jornada, agora eram descidas íngremes e escorregadias, “Domenicos” entre outras, mas como para baixo todo Santo ajuda e o Diabo empurra, fomos vencendo os obstáculos, já perto da Ladeira do Raul, onde o Peruano capotou e marcou seu nome na Serra do Sol, havia uma subida íngreme, meio longa só que com caixa de ovos, ou seja, cheio de buracos que faz com que o carro entre em X na subida, perdendo aderência, para o Vitarinha, sem bateria e curto foi um sofrimento, ficou no meio da ladeira, Arnaldo desceu do carro de Bocca e colocou uma cinta para rebocar, agora era morro a cima e a baixo até encontrar um local para trocar a bateria do Vitara e seguir em frente, por muitas vezes o Vitara saiu do trilho e só não caio 10 a 20 metros de altura por estar sendo rebocado, Morales quase que enfarta de tanta emoção, mas tudo deu certo.

 

Após uma descida de pedra inclinada existe uma curva a esquerda dentro de uma pequena cachoeira. Para passar era necessário que puxasse o veículo bem para a direita e depois jogasse-o para esquerda livrando um buraco grande que pode tombar o veículo. Como sou o veículo que puxa o comboio iniciei a manobra, só que muito pela direita a base da pequena cachoeira de 5 metros de altura cedeu e a roda direita da Hilux ficou pendurada, as rodas traseiras levantaram e em segundos Evandro pulou fora da Hilux, estava tombando para dentro do buraco com mais de 5 metros de altura, abri minha porta, pé no freio na única roda que tocava o chão e projetei meu corpo pra fora, estabilizou a Hilux, mas estava na posição de pular fora caso ela fosse cair no buraco, onde cairia de frente e capotaria mais para baixo. Peguei o rádio e falei apenas “puxa pra trás, puxa pra trás...”, em poucos segundo Lucas Cassio, filho do Jerri, que estavam no Troller atrás da Hilux, colocou o guincho no para-choque traseiro e começou a puxar, tudo muito rápido, reação rápida e tão tensa a situação que ninguém tirou foto, só olhavam perplexos ladeira acima a Hilux pendurada com as rodas traseiras no ar. Passado o susto continuamos em direção a Ladeira do Raul.

 

À noite a visão engana e quando olhamos o Rio que iriamos atravessar a impressão é que tinha subido uns 2 metros e olhei pro Evandro e ele olhou pra mim e dissemos juntos “agora fudeu!”.  Evandro desceu do carro e foi olhar com a lanterna, ilusão mesmo, o rio estava no mesmo nível e começamos a descer a ladeira do Raul e subir o outro lado da margem atravessar uma matinha e chegar ao portão de saída do Parque Nacional Venezuelano. Parada para um breve Briefing e todos de mãos dadas  e rezamos mais uma vez, agora agradecendo a graça de termos todos idos e retornados com saúde e sem incidentes graves, tínhamos chegado todos perfeitos.

 

Direto para Santa Elena, hotel pra pernoitar e seguir para Manaus no dia seguinte, revisão nos veículos e preparação para a segunda parte da TAC 2014.

 

23/03/2014 TAC 2014 - Sexto dia da expedição: No dia seguinte todos se dividiram, alguns partiram mais cedo, como Diullio e sua esposa, pois tinham um avião para pegar no mesmo dia a noite em Manaus e despachar o carro de volta. Meia e Vovó saíram cedo, com o Vitara tendo de trocar a bateria precisavam chegar cedo a Manaus, além de não poderem correr muito existia a barreira dos índios Waimiri Atroairi na BR 174, que liga Manaus a Boa Vista, que fecham a estrada entre 18:00hs e 06:00hs, e ninguém passa! Absurdo, pois a ligação entre duas capitais é interrompida todos os dias por 12 horas.

 

Comboio seguiu dividido e alguns chegaram na reserva na boca do tempo de passar, mas ficamos eu, Afranio, Fileno e Marcão pra trás, devido a problemas nos meus pneus, Fileno perdeu um Pneu e Afranio devido as paradas para abastecer o Wrangler não conseguiríamos chegar a tempo de passar pela Barreira e Marcão como estava nos acompanhando, terminamos dormindo em uma cidade antes, o que nos atrasou em um dia, afinal ainda estávamos a 530km de Manaus.


 

Apoio:

Diversom

 

 

 

 

Parceiros:

 

 


 

 

 


Últimas Notícias

Momentos TAC4x4

Loading images
loading
TAC200801 TAC200802 TAC201001 TAC201101 TAC201102 TAC201103 TAC201104 TAC201201

Desenvolvido por David Marcelino Solucoes em Internet.