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12o e 13o Dia da TAC 2014

29 e 30/03/2014 TAC 2014 - Décimo segundo e décimo terceiro dia da expedição: Juruti - Rurópolis

 

 


Relato por Sérgio Holanda: O dia amanheceu e chegamos a Juruti. Oganizar a bagunça, vários carros com baterias descarregadas, inclusive o meu, pois todos deixaram os freezers ligados. Cerca de meia hora para nos organizarmos e ai o Troller do Jerri Garfão acendeu a luz do óleo. Disse a ele que isso era coisa de Troller que não se preocupasse com uma pane elétrica, fizemos a verificação visual de que a bomba funcionava, mas ele insistia em levar em uma oficina. Após várias pessoas informarem que era uma pane elétrica e que deveria trocar o relê e tal ele ligou para o mecânico de sua confiança e foi informando a mesma coisa, trocou o relê e pronto! Com isso perdemos algumas horas em Juruti, mas saímos ainda pela manhã.

Seguimos pela trilha de Juruti – Itaituba, Magal como sempre nosso guia, uma vez que mudam as estradas dos projetos de manejos e tocamos com um ritmo muito bom até chegarmos a uma ladeira alta, mas escorregadia como quiabo, o carro de Morales, único com pneus agressivos remolds, conseguiu subir sem dificuldade, serviu de ancora para que eu e Matheus subíssemos com nosso guincho em alguns trechos, logo depois veio Cowboy. Fizemos um trabalho de corte de barreira e limpeza do trajeto com nossos pneus na subida, o que facilitou a vida dos demais, que subiram sem problema, apenas a Ranger de Marcão, que caiu em um buraco e quebrou a homocinética esquerda, agora estava 4x2, mas pelo menos possuía bloqueio no diferencial traseiro. Seguimos em direção à nova estrada com ponte, não existia mais aquele passeio emocionante de balsa fantasma ou a comunidade de Mariazinha e seus encantos, tudo ficou mais rápido com a ponte e fomos seguindo e a noite chegando.

 

 

Cerca de 35km depois da nova ponte existe o escritório e galpão de um grande projeto de manejo, seguimos para lá, iriamos acampar no local e para nossa surpresa lá estavam o pessoal de manutenção, que pensávamos estar fechada e nos cederam um galpão para armamos nossas barracas e redes, além de um banheiro de primeira categoria, refeitório para fazermos nosso farnel e ainda Sky para assistirmos TV. Um verdadeiro hotel cinco estrelas no meio da mata. Um dos motivos de termos chegados tão rápido e tão longe é que não nos deparamos com nenhuma arvora de grande porte caído no nosso caminho, às poucas no facão resolvíamos ou passava com o carro por cima mesmo.

Saímos da madeireira perto dás 9:00hs, difícil colocar essa turma para rodar cedo, embora boa parte acordou com os sons da selva amazônica, mas começa a arrumar os carros, tomar banho, café da manhã e por ai vai. Pegamos a trilha para Itaituba, trilha no começo me pareceu meio diferente, estava, pois estava pouco rodada, alguns trechos que no ano anterior estavam bem complicados não foram grandes desafios, vejo que choveu bem menos que no ano anterior, até mesmo pela falta de arvores caídas, me perguntava se seria assim daqui a alguns dias quando voltar com o outro grupo. Chegamos a uma ponte de toras e logo após um alagado com areão pesado, o pneu do Vitara de Morales (Vovó), que na lama foi perfeito sofreu no areão molhado e atolou, providenciada a retirada do Suzuki e a toda água que entrou nele seguimos com os demais passando até o último veículo passar, Meia com sua L200 que atolou na areia encharcada e mexida pelos que passaram antes.

 

 

O interessante desse trajeto é que não é um projeto Off Road pesado, claro que um veículo 4x4 original sofreria, mas um bem preparado sairia bem, eu mesmo andei 4x2 todo o percurso mapeando o caminho para Marcão que estava 4x2 em sua Ranger, algumas horas para não forçar os freios usava a reduzida, mas basicamente em termos de Off Road muito tranquilo, porém o “plus” desse trajeto é o visual, passamos quase 70% do trajeto por dentro de mata fechada, apenas o caminho cortado em um projeto de manejo, um visual, mesmo para mim que já passei várias vezes, mas é um visual sem igual, lembrando como devia ser na época que se abriram as estradas na região. Todos são unanimes em afirmar que realmente o bom desse trajeto está na possibilidade de se ver uma floresta de verdade onde passemos por ela, sentindo o calor da mata, a humidade, os sons que ela produz e observar sua respiração, um momento perfeito entre nossas maquinas e a natureza.

Chegamos a Itaituba no final da tarde, como comentei o caminho estava fácil de passar, nenhuma arvore para cortar e tudo isso fez com que no final ganhássemos mais de 36h de trilha e assim chegando perto do cronograma original. Por ser ainda cedo resolvi partir para Rurópolis onde pernoitaríamos e em Uruará arrumar o carro de Marcão, como fazer a revisão dos demais veículos. Após os 30km asfaltados de Itaituba até a interseção da BR 163, começou a bagaceira de buracos e valas, velocidade baixa, irritação com tanta buraqueira, muitos bi-trens puxando soja e daqui a pouco uma fila gigante, mais de 40 bi-trens parados na estrada, saímos pela lateral e fomos até o topo da serra, onde um caminhão estava atolado, saímos pela lateral com cuidado, passaram os veículos com retrovisores fechados e do lado uma vala enorme. Seguimos até chegar a Rurópolis, já era meia-noite e pernoitamos para sair bem cedo.

 

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