Parceiros:

Manaus Hoteis

 

 

Parceiros:

 

 

 

 

 

2009 - Dia 10, 11 e 12

24/02/2009

10o dia da expedição por Sérgio Holanda:

 

Décimo dia por Sérgio Holanda:

"Dormimos em Porto Velho, eu e o Daniel. Pela manhã fomos até uma auto-peças e aproveitei para comprar os pivôs da Hilux, danificados no acidente e em alguns vôos pelas estradas de buraco (assim que tivesse tempo trocaria).

Com os pivôs e com a barra de torção seguimos para Humaitá, para trocar os pneus e seguir até a fazenda do Chicão.

Muita chuva no caminho até Humaitá. Dos 200 km que separa Porto Velho de Humaitá cerca de 40 km são de buraqueiras e debaixo de muita chuva pior ainda, o que nos fez chegar a Humaitá perto de meio-dia.

Trocado os pneus de asfalto e abastecido, fomos almoçar na churrascaria do posto, afinal tínhamos 140 km pela frente de buracos até chegar ao grupo.

Partimos de Humaitá de baixo de muita chuva e cerca de 17:00hs estávamos chegando até o acampamento, na fazenda do Chicão. O pessoal já estava um pouco apreensivo, pois não tinham notícias desde a manhã anterior - embora soubessem que tínhamos chegado a Humaitá, uma vez que os Lameiros do Sul pararam para conversar com o grupo-.

Ao entrarmos na fazenda percebi que a Nissan do Bruno não estava mais no local. Perguntei ao grupo o que aconteceu e disseram que o Bruno ao meio-dia desmontou o acampamento e partiu sozinho em direção a próxima torre para acampar e pescar, ou seja, abandonou o grupo e seguiu sozinho por uma estrada perigosa e sem conhecimento da região.

De baixo de muita chuva fomos dormir cedo, afinal no próximo dia teríamos de consertar a Xterra e partir para Manaus. Uma péssima noite de sono, chuva sem vento e muito abafado.

Durante o período de nossa ausência o grupo se divertiu bastante com pesca e muita conversa. Comeram muita carne de caça oferecida pelos amigos do Chicão, que passavam pela frente de sua casa, viam o movimento e chegavam para alguns dedos de prosa e ver os carros."

 

25/02/2009

11o dia da expedição por Sérgio Holanda:

 

"Assim que amanheceu o dia começamos a arrumar os veículos para partir. O Marcão foi colocar de volta na Hilux nossas tralhas e eu fui pra de baixo da Nissan recolocar a barra de torção e tentar conseguir a melhor regulagem possível com o “olhometro” (e com uma trena) para que pelo menos ela pudesse chegar até Manaus.

Após algum tempo estávamos prontos pra partir. Xterra consertada e nos despedimos do Chicão, que ficou emocionado, uma vez que ter visitantes por três dias e uma companhia regada a cachaça e muita conversa, não é sempre em uma região como essa.

Mais uma vez estávamos na estrada, muito molhada pela chuvada da noite e começando a chover novamente. A trégua da chuva foi o tempo de arrumar a Xterra e nosso veículos para partimos.

Seguimos pela estrada esburacada, nenhum atoleiro, apenas buracos grandes e que fazia com que andássemos em primeira e segunda marcha quase o tempo todo.

Após alguns quilômetros encontramos uma turma da Embratel e nos disseram que o Bruno, Fernanda e Diogo, haviam dormido com eles na torre numero seis e que estariam esperando por nós.

Meia hora depois estávamos passando em frente a torre em que o trio dormira. Eles se juntaram ao comboio e seguimos.

Na primeira parada, em um posto abandonado, questionei o Bruno do motivo de ter deixado o grupo pra trás, ele respondeu que estava querendo pescar em um rio grande e por isso seguiu, contrariando assim a segurança e o espírito de companheirismo.

Continuamos até anoitecer e paramos na torre numero oito para pernoitar. A torre estava com o cadeado quebrado. Entramos e na saída colocamos outro cadeado novo com as chaves amarrada.

Montamos o acampamento, fizemos o jantar. Um bom banho de água de cisterna a noite, para apaziguar o calor forte, mesmo sendo noite.

Eu e o Daniel montamos nossas redes de uma arvore para os carros, noite estrelada, mas o tempo fechou e quando estávamos no melhor dos sonos à chuva começou a cair. Resultado: dormimos dentro do carro. Os demais estavam acampados, menos o Marcão que já estava dormindo na Hilux."

 

26/02/2009

12o dia da expedição por Sérgio Holanda:

 

"Partimos da torre as 6:00hs. Eu já estava de pé desde às 4:30hs. Não conseguira dormir e louco para partir.

Poucos quilômetros a frente uma ponte desmontada e o grupo só esperando um cafezinho para poder colocar as travessas e podermos partir.

Meia-hora depois atravessamos a ponte e seguimos viagem. Muita buraqueira, velocidade baixa, primeira e segunda marchas por centenas de quilômetros; o grupo já estava cansado e estressado daquela estrada, até chegarmos à balsa de Igapó-Açu.

Lá tomei um banho de rio junto com os botos, somente eu e o Diogo entramos na água fria. Os demais ficaram tirando foto dos botos.

Ficamos cerca de meia-hora e as noticias que tínhamos é que duas pontes haviam caído e que teríamos muitos atoleiros pela frente, ótima noticia!!! Afinal estávamos naquela estrada a dias e nada de atoleiros, seria o fechamento com chave de ouro!!!

Pegamos os carros e colocamos na balsa. Nesse momento um rapaz pediu carona. Como só tínhamos espaço em cima das coisas da caçamba da Hilux e ele precisava chegar até Careiros, deixei subir na caçamba.

Seguimos pela estrada e alguns quilômetros a frente, uma Van Toyota parada no acostamento com placa estrangeira. A curiosidade me fez parar e um senhor barbudo veio ao nosso encontro. Ele disse que o veículo não queria pegar. Fui verificar o problema e era o motor de partida preso. Após puxar, o veículo voltou a funcionar normalmente.

O Frances (esta era a nacionalidade do senhor) está viajando pelo mundo nesta Van e aproveitou nossa passada e seguiu - fato crucial para que pudesse passar nos atoleiros a frente-. Entretanto, mesmo sendo uma Van diesel e 4x4 não dispunha de altura e pneus bons para os atoleiros que viriam a seguir.

O grupo começou a dizer pelo rádio que eu adotara o Frances, somente para por meu Frances em dia, mas o fato é que o objetivo de chegar a Manaus no fim do dia foi pro espaço...

Realmente aquele trecho guardava muitos atoleiros e foi um dos mais duros da Expedição Transamazonica 2009. Entretando devido ao preparo do grupo tudo foi vencido sem maiores dificuldades.

 

Quanto ao Frances, até que dirigia muito bem, ou era um louco mesmo, pois em muitos lugares passou com maestria em outros quase despenca barranco a baixo. Em alguns momentos somente puxando com a Hilux conseguia passar nos atoleiros.

Até que a última atolada nem guincho conseguiu retirar a Van.

Na verdade se forçasse iria estragar o veículo, mas nessa hora chegou o grupo de manutenção da estrada - o Batalhão de Engenharia - e deixamos o Frances com eles, uma vez que o mesmo disse que iria dormir no acampamento do Batalhão. Nos despedimos do Frances e seguimos para Careiros, pois não teríamos mais tempo de chegar a Manaus.

Chegamos a Careiros a noite e fomos pra um hotel (mesmo que fiquei ano passado). Nada de luxo mas pra dormir muito bom, afinal quem passara a noite dentro de um carro nada melhor que uma cama e um ar-condicionado."

<< Voltar || Continua ... >>

Indice

  • 2009 - Início da Expedição
  • 2009 - Dia 1, 2 e 3
  • 2009 - Dia 4, 5 e 6
  • 2009 - Dia 7, 8 e 9.
  • 2009 - Dia 10, 11 e 12
  • 2009 - Final da expedição
  •  

    Apoio:

    Diversom

     

     

     

     

    Parceiros:

     

     


     

     

     


    Últimas Notícias

    Momentos TAC4x4

    Loading images
    loading
    TAC200801 TAC200802 TAC201001 TAC201101 TAC201102 TAC201103 TAC201104 TAC201201

    Desenvolvido por David Marcelino Solucoes em Internet.