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2009 - Final da expedição

27/02/2009 e 28/02/2009

 

Décimo terceiro dia por Sérgio Holanda:

Despedimos-nos dos Lameiros do Sul no café da manhã, pois no final da manhã eles já embarcariam de volta a Porto Alegre.

O Bruno foi trocar os pneus e as pastilhas de freio. Aproveitei para trocar os pneus da Hilux e os pivôs.

À tarde fomos levar a Xterra do Daniel pra transportadora e o Guillermo seguiu para Rio de Janeiro de avião. Os demais passaram o dia passeando por Manaus e conhecendo a cidade.

Décimo quarto dia por Sérgio Holanda:

As sete da manhã estávamos reunidos no café da manhã decidindo o que iríamos fazer, menos o Bruno e seus companheiros, Diogo e Fernanda.

No final da manhã o Ricardo Nogueira, do Amazonas Jipe Clube esteve no Hotel e nos levou para comer uma peixada em um restaurante simples, mas com o tempero de primeira.

Bruno e seus companheiros resolveram retornar pela BR319, seguindo até Humaitá. Segundo o Bruno a Fernanda não gosta muito de balsa/barco e como a estrada está com poucos atoleiros e estes sem problemas para nossos carros, resolveu retornar por ela, saindo às 13:00hs em direção a Humaitá. Aconselhamos a não fazer essa travessia só, uma vez que algum problema no veículo ocasionaria problema em conseguir socorro. Agora é torcer para que tudo dê certo e que cheguem bem em Belo Horizonte.

Retornamos do restaurante e fomos para a piscina do hotel, amanhã se tudo der certo partiremos de Manaus."

O décimo quarto dia marca o fim da rota oficial da Transamazônica 2009 - Nova Mutum/MT a Manaus/AM. O percurso total deste ano ultrapassou os 3000 km, feito a todo momento em estradas de chão em péssimo estado.

Devido a expedição ter transcorrido no prazo esperado, os participantes Sérgio Holanda e Volmir Venson decidiram extender o percurso, seguindo de Santarém até Marabá.

 

29/02/2009 e 30/02/2009

 

Expedição Transamazonica foto151

Décimo quinto dia por Sérgio Holanda:

"Na parte da manhã fui verificar as balsas. Decidimos ir para Santarém, tinha uma balsa saindo à noite, tudo certo, no final do dia fomos até a balsa, na verdade um cocho de transportar bois, uma balsa boiadeira e um pequeno rebocador, ou seja, sem a menor condição de irmos juntos, embora a pessoa que vendeu a passagem da balsa tenha informado que teria espaço, mera enganação, chamei de volta e exigi, juntamente com o Marcão e Volmir que nos pagasse um barco para Santarém, coisa que foi feita sem problema. Saímos da balsa cerca de 1 hora da manhã, pois foi complicado carregar os veículos, a balsa estava levando 12 veículos. Seguimos para o barco Karolina do Norte, onde pernoitamos. Por volta das 14:00 hs partimos de Manaus, com previsão de chegar em Santarém as 13:00 hs do dia posterior, uma vez que o Karolina é um barco bem veloz e não transporta carga, apenas passageiros. O dia foi tranqüilo, levamos bebidas e alguns tira-gostos e passamos o dia curtindo as paisagens, até que pegamos uma pequena tempestade e nos entocamos em nossas cabines. Aproveitei para assistir um filme no notebook e os demais foram tirar um cochilo. "

Décimo sexto dia por Sérgio Holanda:

"Com programação de chega às 13:00 hs em Santarém, nosso barco foi vistoriado pela Policia Federal na cidade de Obidus, cujo nome lembra óbitos e que possui um delegado de nome Henrique Boa Morte, bem sugestivo!!! Na cidade o barco foi vistoriado por vários agentes da PF, pois segundo um dos policiais havia uma suspeita de trafico de drogas, suspeita que não confirmada, mas um dos passageiros estava irregular, era Peruano e não possuía o documento de entrada no Brasil, documento providenciado em Obidus, mas nos custou um bom tempo. Chegamos a Santarém cerca de 16:00hs e ligamos para a empresa que estava transportando nossos veículos, a Hilux e o Troller, e ficamos sabendo que chegariam às 2:00 hs da manhã, então fomos para Alter do Chão, além de relembrarmos a bela cidade, visitada por mim e Marcão duas vezes em 2008 o casal, Volmir e Irene não conheciam e valia a pena estar em local tão belo. Em Alter fomos comer um belo e “simpático” Tambaqui, e tomarmos algumas cervejas. Nesse meio tempo o Bruno nos telefonou, vínhamos desde Manaus ligando para saber do paradeiro deles e nos informou que estavam chegando a Humaitá, isso era umas oito da noite. Segundo Bruno a Nissan teve problemas no alternador, que foi desmontado e limpo, mas como a bateria estava zerada não puderam sair, foram 24 horas aguardando passar algum veículo para poder fazer a Nissan funcionar, uma pick-up da Embratel resgatou o grupo, fazendo uma chupeta. Durante o trajeto o ar condicionado da Nissan parou de funcionar e segundo o Bruno iriam puxar até Porto Velho. É importante ressaltar, o Bruno fora avisado, de que esse trajeto sozinho poderia ser problemático, não pela questão off Road, uma vez que os nossos veículos estavam bem preparados, mas que problemas como o que ocorreu poderiam ser perigosos. Imaginem se o pessoal da Embratel não fosse passar por lá essa semana???"

 

31/02/2009, 01/03/2009 e 02/03/2009

 

Expedição Transamazonica foto161

 

Décimo sétimo dia por Sérgio Holanda:

"Às 6:30 hs pegamos um ônibus para Santarém, não tinha taxista acordado essa hora e o preço da passagem era bem convidativo, além de ser confortável e seguro. Chegando em Santarém pegamos um taxi pro porto onde seria desembarcado nossos veículos e constatei que minha Hilux estava com os as duas coifas da homocinética rasgada e resolvi ir a uma oficina para fazer o serviço. Procurei a oficina que ano passado havia cuidado de nossos veículos, mas a mesma havia se mudado para Belém, segundo informação do lojista que estava utilizando o prédio que pertenceu à oficina. Indicaram-me outra oficina e fui fazer o serviço, que devido ao tempo para realização nos fez sair muito tarde de Santarém em direção a Uruará, cerca de 230 km pela Trans-Uruará.

Saímos de Santarém às 14:30hs, debaixo de muita chuva, chovia desde a noite anterior, rodamos cerca de 80 km em asfalto, restando assim 150 km de estrada de chão até Uruará. A Trans-Uruará, segundo informações estava perfeita, haviam passado a maquina em toda sua extensão, então decide ir com os pneus ATs mesmo, e já no primeiro atoleiro de areião, em uma subida a Hilux ficou, verifiquei que a roda livre, que havia sido desmontada na troca da coifa, do lado direito não estava acionando, ou seja, a Hilux estava 4x2, puxamos pra trás com o Troller do Volmir, que seria o responsável pelo resgate da Hilux outras vezes durante a travessia.

Peguei embalo e passei de 4x2 rasgando, cheguei a um local melhor e debaixo de uma chuva fina desmontei a rodal livre e coloquei ela certa. Seguimos viagem, só que agora escutava um estalo na homocinética esquerda e o estalo aumentando, desliguei a roda livre esquerda e parou, segui assim a maior parte do tempo nos areiões, andando de 4x2 e pé no porão.

Alguns quilômetros a frente começou o trecho de barro escorregadiço, acionei a 4x4 e a roda livre, já que estava com pneus ATs e o carro saia de banda o tempo todo, segurando apenas no braço, no primeiro atoleiro pesado a Hilux entrou a não saiu, um estalo forte e a tração dianteira foi pro saco, agora era fazer a Trans-Uruará de baixo de chuva com muitos atoleiros de 4x2 e por enquanto na teimosia de usar pneus ATs.

Expedição Transamazonica foto162Expedição Transamazonica foto163Expedição Transamazonica foto164Expedição Transamazonica foto165

O Troller puxou a Hilux, que não estava atolada, mas não sai do lugar, lama lisa, tração 4x2 e pneus inapropriados, nessa hora vimos o quanto é bom o modelo MUD que o Troller estava usando, ideal para a lama fina e molhada. Retiramos a Hilux e pelejei por diversos atoleiros com ela, só braço, mas de vez enquando ficava sem se mover, completamente solta, mas a lama era um sabão e com aqueles pneus e sem 4x4 era impossível de andar. Em alguns momentos em piso nivelado e em uma reta a Hilux só conseguia sair em segunda ou terceira marcha com mais de 3 mil giros no motor, pois ai limpava um pouco os pneus e começava a se deslocar!!! Bom, após umas 6 ou 7 puxadas do Troller para poder sair de alguma situação, a Hilux já ficava com a cinta de resgate na frente, e em alguns atoleiros já passávamos engatados. Nessa hora vimos o quanto é forte o conjunto do Jipinho, além dos pneus idéias pro tipo de terreno, o LSD em funcionamento e o grande braço do piloto Volmir, com pelo menos uns 40 anos de experiência em direção.

Expedição Transamazonica foto166

Após rodamos um bom tempo, mas faltando ainda cerca de 95 km para Uruará, encontramos um motorista com o caminhão atolado, entre vários na estrada, este em particular a 5 dias atolado e demos uma carona e ele e seus dois colegas até uma vila a 15 km depois, isso a noite, mais uma vez a Hilux servindo de lotação, mas certamente aqueles companheiros de estradas ficaram agradecidos após tantos dias no mato.

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Após a vila, a primeira ladeira, esta mista de barro e areia, enchi o motor a Hilux e subi os primeiros ¾ da ladeira como um louco, segurando no braço o carro e evitando cair na ribanceira de uns 10 metros de altura ou bater no paredão. Fiquei a poucos metros do final, o Volmir voltou a colocamos a corda, mas antes dele puxar resolvi engatar a reduzida, somente em 4x2 e sai sozinho, mas o susto foi grande. Como já era noite decidi que não seguiria mais com aquela loucura de pneus ATs, foi divertido, mas muito estressante e como iria iniciar as grande subidas e descidas era melhor trocar os pneus da tração pelos Cross e logo acima da ladeira tinha uma casa com gerador, um barzinho com sinuca e uma puxada na lateral, paramos e embaixo de uma chuva fina eu o Vomir e Marcão trocamos rapidamente os pneus. Mas, olhamos pra noite e por um consenso e muita prudência pernoitamos ali, com a autorização do dono da casa eu e o Marcão colocamos nossas redes em uma palhoça ao lado da casa e o Volmir e a Irene dormiram na barraca suspensa do Troller.

Noite linda e estrelada, tinha parado de chover tomamos um banho de água gelada em um chuveirão no vizinho a 200 metros do seu Osvaldo, nome do proprietário da casa onde pernoitamos e Dona Irene preparou um jantar com 4 Miojos de Yakisoba, 1 Turma da Monica de Galinha Caipira, 1 Turma da Monica de Bolonhesa, 1 lata de ... e queijo parmesão ao gosto. Ficou bom demais!!! Uma garrafa de vinho tinto presenteada pelo nosso amigo Argentino Eladio, conversa fora com o Osvaldo e seus filhos e fomos dormir.

Uma noite fantástica na palhoça, vento frio, sons da mata e da noite, as vezes interrompidos pelos roncos do Marcão e do Volmir, mas nada que atrapalhasse meu sono, estava apenas sem vontade de dormir, admirando aquele momento. Às quatro horas da manhã começou a chover forte, acordei e não consegui mais dormir, embora estivesse frio e bem aconchegante na rede pra dormir, mas minha cabeça estava preocupada com as grandes subidas e descidas no barro molhado, pois já conhecia essa estrada e sabia que na chuva ali é quase impossível de se andar. "

Décimo oitavo dia por Sérgio Holanda:

"Seis horas da manhã, mesmo de baixo de muita chuva partimos em direção a Uruará, nosso objetivo era Altamira e seguimos viagem. A Hilux agora estava se comportando muito melhor, com pneus cross na traseira tinha mais tração, e agora era segurar a frente do carro, que queria sempre sair de lado, e tome braço!!! Nas subidas era motor cheio e muito controle, nas descidas reduzida em 4x2 e controle de direção.

Por duas vezes perdi o controle do carro, na primeira terminei atravessado, onde em baixo estava um caminhão que no dia anterior tivera quase o mesmo destino, só que no caso dele pior, pois estava carregando toras e nisso elas passaram por cima da cabine, simplesmente não é estrada para veículos 4x2, só 4x4 e bem equipado!!!

Em uma outra ocasião o Volmir de brincadeira ficou em baixo esperando que eu perdesse o controle para que me filmar, tive de gritar no rádio para que ele saísse, pois o carro estava desgovernado na descida e se ele ficasse seria abalroado por mim, mas no final consegui retornar o controle e escapei de cair em uma cratera enorme.

Em uma grande subida tinha um caminhão, que não conseguira subir e voltou de ré e ficou preso, esperando secar para poder subir, olha que era um caminhão traçado e com bloqueios nos diferenciais, como todos que andam nessa estrada. Nessa subida até pro Troller foi complicado, imagina puxar a Hilux, então o Troller lá em cima como apoio, não tinha arvores próximas em cima, colocamos o guincho e mais 5 cintas e subi com o guincho e utilizando a 4x2 com reduzida para auxiliar.

No final da ladeira o Troller puxou a Hilux, que ainda precisou em mais uma ladeira, onde consegui chegar até os últimos metros, mas por pouco não subiu, nesse dia não precisei ser puxado em atoleiros, pois estava com os cross, mesmo 4x2, mas foi preciso nas subidas, além dos sustos nas decidas e ainda controlando o carro, pois a argila é que nem sabão, andando fica difícil de ficar de pé, então de 4x2 era um inferno!!! Na primeira subida pesada, que utilizei o guincho, uma pessoa pediu carona, estava a 3 dias no mato com a moto quebrada e estávamos a 70 km de Uruará, como ninguém estava passando pela estrada, somente motos com correntes, pois chovia todo dia, colocamos a moto e o carona na caçamba da Hilux e fomos embora.

Chegamos em Uruará às 12:00hs, ou seja, 6 horas para percorrer 80 km, foi até bom pelo fato da Hilux está 4x2. De Uruará até Altamira foram cerca de 200 km de baixo de muita chuva, mas a estrada estava muito boa, ainda!!! E nos 50 km restantes até Altamira já estão asfaltados, parte do projeto de asfalto da Transamazônica.

A Trans-Uruará foi realmente uma grande aventura, para o casal Volmir e Irene, que conheceram ainda pedaços da floresta amazônica intocados, para mim e Marcão que tivemos de levar a Hilux em condições inapropriadas e sujeitos a acidentes sérios e sobre muita tensão e estresse de minha parte, a Volmir que mostrou mais uma vez que é um grande piloto em seu Troller, retirando a Hilux das enrascadas com segurança e maestria e aqueles que resgatamos no meio do caminho. "

Décimo nono dia por Sérgio Holanda:

Acordamos cedo em Altamira, saindo antes das sete da manhã e seguimos os 500 quilômetros que nos separavam de Marabá, ponto de despedida do casal Volmir e Irene e retorno ao asfalto para nossas casas.

No trajeto pouca chuva, mas se tivesse chovido muito seria impossível de se fazer em um dia, uma vez que existem pontos de atolamento e as subidas mais íngremes e escorregadias seriam problemáticas para a Hilux em 4x2, mas como estava com os Cross na traseira não tivemos problemas, alguns caminhões atolados, mas com possibilidade de se passar ao lado e pronto, às 20:00 hs estávamos em Marabá e já nos preparando para dormir. Jantamos um tucunaré em um restaurante, convite do Volmir e da Irene, nos despedimos com um brinde e na manhã seguinte cada um seguiu o rumo de sua casa. Estava assim finalizada a Expedição Transamazonica 2009.

 

 

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Indice

  • 2009 - Início da Expedição
  • 2009 - Dia 1, 2 e 3
  • 2009 - Dia 4, 5 e 6
  • 2009 - Dia 7, 8 e 9.
  • 2009 - Dia 10, 11 e 12
  • 2009 - Final da expedição
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