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2010 - Dia 13, 14, 15 e 16

28/03/2010

13o dia da expedição

Não pudemos acordar muito cedo, pois ainda tínhamos que consertar o pneu da Hilux e na noite anterior estavam todos os borracheiros fechados. O Jeguinho seguiu cedo, pois o George, nosso engenheiro de pontes e contador de causos, precisava pegar um avião para Recife e foi na frente até o aeroporto de Alta Floresta.

 

Como o borracheiro abriu somente às 8:00hs e o Troller do Matteo e Roberto precisavam soldar novamente as presilhas do escape, terminamos saindo às 9:30h.

 

 

Estrada muito esburacada devido às chuvas e depois de 10 km o André, que estava atrás do Troller do Coelho, percebeu um vazamento de combustível, paramos e constatamos que o retorno do quarto bico estava com a trava ruim e vazava todo o combustível. Perdendo cerca de 15 litros de diesel. A resolução do problema foi um arame amarrado pelo Matteo e o Coelho e um preparado de Durepox que deixou tudo perfeito! Nisso perdemos cerca de duas horas e seguimos para Alta Floresta em muitos buracos, reduzindo assim nossa velocidade média.

 

Chegamos no meio da tarde, o George já tinha pego o avião e agora era providenciar uma passagem de ônibus para o David seguir até Cuiabá e de lá pegar um avião pra Belo Horizonte, tinha de voltar ao trabalho antes do planejado.

 

Nesse meio tempo refizemos a programação, a Hilux trocou o óleo do motor e levou uma engraxada geral. Iríamos seguir até Guarantã do Norte, mas como o no caminho de Alta Floresta o Jimny quebrou a base do amortecedor dianteiro direito tivemos que consertar. Mas como fazer este serviço em pleno domingo e na parte da tarde?

 

Mais uma vez a família jipeira e a internet que uniu bastante os amantes do off Road resolveram o problema. Em Alta Floresta o nosso amigo e jipeiro Dino foi incomodado em pleno domingo e com toda a sua gentileza e prestabilidade se colocou a nossa disposição.

Dino ligou para seu amigo, diretor do jipe clube de Alta Floresta e dono de uma grande retifica e levaram o Jimny para o estaleiro. Base refeita e como o amortecedor estava quebrado devido a pancadas no solo foi necessário outro amortecedor. Dino como gerente de uma grande loja de auto-peças, Auto Peças Dois Irmãos, foi até sua loja e providenciou um amortecedor de Chevy, único compatível com o do Jimny na dianteira. Cerca de dez da noite do domingo o Jimny estava pronto! Existem coisas na vida que são impagáveis e a amizade e prestabilidade das pessoas do Norte do Brasil é uma delas. Sempre que passarem por Alta Floresta liguem para o Dino (66-3521-2990), certamente conheceram uma grande pessoa.

 

Após jantarmos um peixe fantástico e nos despedimos do Dino fomos dormir, afinal iríamos sair antes do Sol nascer, pois precisávamos seguir para Santarém.

 

29/03/2010

14o dia da expedição

Saímos de Alta Floresta ainda escuro, rodamos até a balsa do Rio Teles Pires, vimos o Sol nascer próximo a balsa. Seguimos para Guarantã do Norte e lá abastecemos. Não ligamos para nosso grande amigo Davi, pois só paramos para abastecer e ainda era cedo.

 

Partimos em direção a Santarém, nosso objetivo dormir em Novo Progresso. A estrada alternava entre muito boa a esburacada, mas ainda sim boa de desenvolver. No caminho o Rubi lembrou que a Força Aérea possui uma base e sugeriu que nos parássemos para conhecer. Sugestão mais que aceita e seguimos até a entrada da base aérea e paramos para pedir autorização para visitar a instalação.

A base aérea da Serra do Cachimbo é uma base de treinamento e serve para o aprimoramento dos pilotos da FAB. No local, que possui mais de 22 mil km2, maior que o estado de Sergipe e maior que alguns países, além de treinar os pilotos de helicópteros e aviões de guerra no tiro aéreo e bombardeamento, é também um local de preservação ambiental. Levando em consideração que a maior parte do território protegido e por isso não sofre ação predatória do homem, a região é um grande bioma de vida e a transição entre o cerrado e a floresta amazônica. A maior parte da área é ainda intocada pelo homem, vista somente pelo alto, uma grande riqueza preservada em nosso País.

Fomos autorizados pelo Coronel Moacir a visitar as instalações da base. Seguimos até o seu gabinete e tivemos uma aula do que venha a ser a base aérea e qual sua função. Criada na década de cinqüenta e base aérea servia como ponto de apoio para vôos que cortassem o Brasil, sem a necessidade de se fazer um vôo somente pelo litoral. Posteriormente a base foi transformada em uma base de treinamento da FAB e o projeto é esta base ser um local de treinamento para a Força Aérea de outros países, que alugariam a estrutura para esse fim.

Como chegamos estrategicamente na hora do almoço (brincadeira, não fora planejado isso), fomos convidados pelo Coronel para almoçarmos. Almoçamos com o Coronel Moacir, que além de ser um homem extremamente educado e culto é gentil e simpático.

O almoço estava perfeito, parabéns ao sargento responsável pelo “rango”, tutu a mineira e bistecas de primeira categoria. Nada como ter um bom "rango" onde se passa cerca de 21 dias confinado. Após o almoço o Coronel colocou a Sargento Tatiane, do serviço de comunicação da Aeronáutica, para nos guiar e mostra as instalações da base aérea. Uma jovem e bela mulher de 1,70 e olhos brilhantes nos guiou por toda a base, mostrando o controle de espaço, área de rádio-comunicação, hospital, aliás, aqui vale salientar que o hospital da base, que conta sempre com uma equipe médica formada por um médico e dois enfermeiros, atende não somente a base, mas principalmente a população em volta da base. Por ser uma área de baixa densidade populacional, poucos sítios e pequenas vilas, não existe assistência médica em um raio de 80 km da base e portanto a base passa a ser a única alternativa para um acidente ou enfermidade grave, contando inclusive com deslocamento aéreo para um hospital aparelhado, caso seja necessário.

Durante a visita conhecemos a primeira hidroelétrica da região amazônica. Construída em 1952 a usina produzia energia elétrica para a base e atualmente está passando pela sua terceira ampliação. Suas quedas d’água são uma beleza a parte naquela região. Aqui ficam os agradecimentos dos expedicionários ao Coronel Moacir e toda sua equipe.

 

Saímos da base em direção a Novo Progresso, mas a estrada estava meio ruim e, além disso, tínhamos dedicado muito tempo na visita a base aérea, com toda certeza validos. Antes de Castelo dos Sonhos paramos na Cachoeira do Curuá, como estávamos no nosso roteiro de volta podemos aproveitar mais o tempo.

Chegamos a Castelo dos Sonhos anoitecendo e como não valia a pena seguir a noite para Novo Progresso, mais 160km, resolvemos pernoitar no Castelo, na mesma pousada que fiquei em 2009. A pousada é muito boa, quartos bons e um ótimo café da manhã por um preço bom.

30/03/2010

15o dia da expedição

Acordamos cedo, hora de saída marcada foi às 6:30hs, mas a Fabi e o André perderam a hora, achavam que estavam no horário do MT, que é uma hora a menos que Brasília e no Pará é hora de Brasília. Saímos cerca de 7:30hs e fomos em direção a Trairão para pernoitar, esse trecho já não permite conduzir a noite devido a assaltos e por isso pernoitaríamos em Trairão.

 

O caminho até Novo Progresso foi meio esburacado, mas após Novo Progresso a estrada de chão estava melhor que muitas estradas asfaltadas. Alias o governo está arrumando a BR163, o que é importante para escoar a produção agropecuária da região. De Novo Progresso a Trairão alguma chuva pesada e divertimento no barro escorregadio, sempre brincando para controlar os veículos. Quando estávamos a 40 km de Trairõ a Band ficou sem freio, algum galho ou pedra arrancou a tubulação do freio traseiro e com isso nada freio.

O grupo seguiu na frente, eu e a Band fomos mais devagar, com mais cautela, principalmente nas descidas. Chegamos a noite Trairão e lá isolamos o Freio traseiro. Durante a noite, enquanto os demais dormiam Hercules consertava o freio do Jeguinho e pela manhã tudo pronto para partirmos, quase tudo!

31/03/2010

16o dia da expedição

Acordamos cedo e nosso objetivo era chegar as duas da tarde em Alter do Chão, mas verificou-se um vazamento no radiador da Band, novamente outro furo causado pelas peças do ar-condicionado.

 

Sérgio Holanda pediu ao grupo que seguisse: Troller Coelho, Troller (ITÁLIA) e Jimny, ficando com o Jeguinho em Trairão para consertar a viatura. Saíram quase onze da manhã e tocaram para Santarém, estradão, e muitos trechos asfaltados, mais do que 2009. Chegaram a Rurópolis, o trecho entre o entroncamento da BR 163 e a 230 até Rurópolis é formado pela superposição das duas BRs e está em processo de asfalto. Uma obra orçada em mais de 120 milhões de reais e com previsão de entrega em 2012, vamos aguardar!

 

Em Rurópolis uma parte do grupo foi a um restaurante de peixe. Comeram Tucurané, estáva: Sérgio Holanda, Cabeça (Engels), Rubi e Hercules. De lá seguiram para para Santarém, os primeiros 100 km estão impraticáveis, com buracos, erosões e crateras.

 

Antes de Santarém o grupo entrou em Belterra, uma bela e organizada vila, requisitos dos americanos que fundaram a Fordlândia. De Belterra seguiram por 18 km de uma linda estrada de chão até Alter do Chão, onde os outros companheiros já estavam instalados confortavelmente nas pousadas, não foi possível todos ficarem em uma mesma pousada.

 

Em Alter do Chão encontramos os Piauienses do Jeep Clube de Teresina (www.jeepclubedeteresina.com.br), os quais tinha trocado e.mails sobre um possível encontro na Transamazônica e no final estávamos a noite em Alter do Chão tomando uma cerveja gelada com os veleiros de vários países ao fundo.

 

Muita conversa colocada em dia e um dia para descanso de todos.

Dia livre para o grupo! Finalmente um dia sem nenhum compromisso, ou quase! O Jeguinho foi arrumar o problema de aterramento e trocar as pastilhas de freio e o Troller de Coelho a Roda Livre, ambos em Santarém. Sérgio Holanda foi resolver algumas coisas por lá também, depois foi escrever pra seu blog, colocar os relatos em dia e enviar o material para o David postar no site. Nesse momento o grupo não tem mais pressa, estão voltando, embora ainda com a Transuruará pela frente.

 

Manhã de muita chuva na região, aliás, começo a chover de noite ainda, trovões e muitos raios caindo, chuva forte e a Transuruará pegando mais água.

 

Retornando a Santarém Sérgio encontrou com Matteo. Conversaram por mais de 1 hora e depois foram a praça, encontrar com a Fabi e o André. Sérgio também acertou com o pessoal de Teresina de voltaremo juntos na sexta-feira.

 

Nos reuniremos amanhã na praça de Alter do Chão, juntamente com o pessoal do Jeep Clube de Teresina e seguiremos para a Transuruará.

 

 

 

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Indice

 

  • 2010 - Início da Expedição
  • 2010 - Dia 1, 2, 3 e 4
  • 2010 - Dia 5, 6 e 7
  • 2010 - Dia 8 e 9
  • 2010 - Dia 10, 11 e 12
  • 2010 - Dia 13, 14, 15 e 16
  • 2010 - Final da Expedição
  • 2010 - Considerações Finais
  • 2010 - Do grupo TAC 2010
  • 2010 - Visão estrangeira da floresta amazônica
  •  

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