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Edição 2009

Diário de bordo da Edição 2009 da Transamazônica Challenge.



2009 - Dia 7, 8 e 9.

21/02/2009

7o dia da expedição por Sérgio Holanda:

"Saímos de Apuí às 8:00hs, debaixo de chuva (o que mais uma vez deixou um pouco apreensivo o Daniel, com sua Xterra). Contudo conseguimos uma boa média de velocidade, o que fez com que chegássemos em Humaitá às 21:00hs.

No percurso muitas paisagens belas e por vezes bucólicas. No trajeto passamos pelo trecho onde uma enorme cratera quase engole a estrada a cada chuva.

Passamos também pela reserva indígena e pagamos R$ 20,00 pela passagem, pelo menos o valor não subiu desde ano passado e passamos por uma balsa que substitui uma ponte que caiu nas chuvas de Janeiro.

Detalhe da balsa que esta utiliza tão somente a força manual para ir de um lado a outro do rio.

Apesar da chuva e lama abundante, alguns integrantes do comboio rezavam insistentemente por atoleiros.

4 km de Humaitá eles tiveram a oportunidade de usar realmente seus veículos 4x4. Um atoleiro nível médio e muita lama que tirava os veículos do seu rumo, exigindo muita atenção e baixa velocidade, isso tudo a noite, o que deixou o pessoal com adrenalina e muita satisfação.

O atoleiro foi o teste real do pneu da Xterra, mostrou que realmente é feito pra lama, além de ser o batismo do Daniel na lama e um belo desempenho tanto do Daniel como da Xterra, palmas pro pessoal do off Road Maranhense.

Fomos para o Hotel e logo depois chegaram os integrantes do Jipe Clube de Manaus, e em conversa com o grupo e com o Herbert, descobrimos que a estrada está em condições de tráfego, para nossa satisfação!!! Mas existem dois atoleiros grandes, já a 190km de Manaus, mas realmente o que é fantástico nessa travessia são as paisagens e as mais de 130 pontes de madeira no caminho."

 

22/02/2009

8o dia da expedição por Sérgio Holanda:

 

 

"Cedo conversamos com o pessoal do Jipe Clube de Manaus, durante café da manhã no Hotel, que partiram logo depois em direção a Santarém.

Como não iríamos sair cedo, pois o plano era almoçar em grupo em uma churrascaria e nos despedirmos dos argentinos Eladio e Glenda, cada um foi cuidar de seu veículo, uns lavando, outros arrumando.

Após abastecimento todos seguiram para a churrascaria, comemoramos o termino da segunda etapa da Transamazônica 2009. Fizemos uma pequena confraternização para a despedida dos nossos amigos argentinos, um pouco emotivo sim, pois nesses dias juntos passamos a admirar o Eladio e a Glenda pelas figuras carismáticas e simples, principalmente o Eladio que tem mais de brasileiro no jeito de ser do que argentino. Quem sabe um futuro habitante do litoral nordestino, como bem disse.

Partimos de Humaitá mais de 15:00hs. Interessante que dois rapazes em uma BMW e um Palio (ambos rebaixados), pediram para nos seguir até Manaus, algo que foi negado prontamente, uma vez que aqueles veículos não poderiam nunca chegar a Manaus nessa época do ano (ainda que o batalhão de engenharia tivesse ajeitado quase todo o trajeto, mas com as chuvas diárias, para veículos não traçados e principalmente baixos, seria inviável). Foram desencorajados a fazer essa loucura.

Cerca de cinco da tarde, após alguns trechos com muita chuva, bastante lama e estrada regular já tínhamos rodado perto de 130 km.

 

A quase 2 km da terceira torre da Embratel nos deparamos com lindo sítio na beira da estrada, riacho, lagoa e um belo alpendre.

Batemos e um Sr. chamado Francisco, cearense de fortaleza e que prefere ser chamado de Chicão, nos recebeu e cedeu o alpendre para quem quisesse estender suas redes e o jardim pros que iriam acampar.

Volmir e a Irene armarão sua barraca de teto, Bruno, Fernanda e Diogo sua cabana e os demais suas redes no alpendre.

Eu, Marcão, Daniel e Bruno fomos tomar um banho a noite no riacho, algumas quedas no barro molhado e uma água quente e refrescante.

Fizemos uma fogueira, uma roda; cerveja, vinho, azeitona, queijo, sardinha, lingüiça e outros tira-gostos. Conversa fora, muita animação e derrepente um estouro vindo da direção do carro do Daniel. Fomos procurar o que aconteceu e nos deparamos com a barra de torção da Xterra partida!!!

Como era noite, não adiantava nada mexer aquilo. O Daniel ficou preocupado, mas fomos beber mais um pouco e conversar.

Começava a esfriar cada um foi pro seu canto, eu, Marcão e Daniel ficamos ainda um pouco tirando brincadeiras com os demais, como as nossas redes estavam interligadas pela mesma corda todos caíram no chão em algum momento, muita risada.

Fomos dormir e quando estávamos no melhor dos sonos cai uma tempestade, precisamos realocar as redes e colocar uma lona, trabalho feito, lá fora Bruno e seus amigos sofriam com goteiras em sua barraca. De madrugada escutamos um latido forte, um latido alto do cachorro, um barulho de animal grande, silencio total!!! Será que foi uma onça???"

 

23/02/2009

9o dia da expedição por Sérgio Holanda:

"Às quatro da manhã o galo começou a cantar acordando os mais matineiros. Os demais dormiam profundamente.

Sem perder tempo levantamos a Xterra com o Hi-Lift e comecei a desmontar a barra de torção.

Retiramos todos os equipamentos da Hilux, para aliviar o peso, deixamos poucas bagagens e as rodas de asfalto e seguimos eu e o Daniel para Humaitá.

Cerca de 50 km de Humaitá tivemos a honra de encontrar com os Lameiros do Sul, equipe de gaúchos de Porto Alegre que estão fazendo o mesmo trajeto do nosso grupo até Manaus e em plena BR319 comemoramos o encontro com champanhe e algumas taças de brinde.

Trocamos fotos, e “experiências”. Foi um grande encontro de amigos que conheço a algum tempo através da internet e que tivemos a primeira oportunidade de estarmos pessoalmente juntos. Em particular os amigos Luis, Soldan, Luciano, Clodio e demais Lameiros do Sul. Ficamos cerca de uma hora e meia com o grupo e seguimos para Humaitá

Antes de encontrarmos os Lameiros, nos deparamos com uma BMW atolada (logo no início da BR- 319) e caída em uma rieira. Sim, eram àqueles caras da churrascaria que resolveram seguir, mesmo sendo alertados a não fazê-lo.

Puxei a BMW até um local seguro e ainda deixamos água e comida, pois não tinham nada, e o Palio tinha voltado para buscar ajuda. Uma grande irresponsabilidade!!! Até porque tinha uma criança pequena.

Chegando a Humaitá entrei em contato com meu amigo João Lucena em Porto Velho e pedi para que procurasse a peça.

Trocamos os pneus de lama, pois seriam 400 km ida e volta em asfalto e com os pneus cross ficaríamos limitados a 80km/h.

Seguimos para Porto Velho e após atravessarmos na balsa o João Lucena nos esperava já com a peça reservada em uma oficina.

Na oficina verificamos a peça, Daniel pagou e seguimos para um Hotel, uma vez que já era tarde e a estrada, segundo o João Lucena, é muito perigosa de se andar a noite.

A noite jantamos com nosso amigo e nos preparamos para no dia seguinte retornar ao acampamento, perfazendo um total de 700 km a mais do que foi projetado em nosso roteiro."

Neste dia deixamos um agradecimento especial ao João Lucena, que além de toda sua prestabilidade foi essencial para o sucesso de nossa busca a peça da Xterra.

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Indice

  • 2009 - Início da Expedição
  • 2009 - Dia 1, 2 e 3
  • 2009 - Dia 4, 5 e 6
  • 2009 - Dia 7, 8 e 9.
  • 2009 - Dia 10, 11 e 12
  • 2009 - Final da expedição
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