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Edição 2010

Diário de bordo da Edição 2010 da Transamazônica Challenge.



2010 - Dia 10, 11 e 12

25/03/2010

10o dia da expedição

 

Acordamos com Sol. Nosso grupo e do Alcyr começaram a preparar o farnel e arrumar as tralhas para partir. A noite foi bem agradável, a temperatura nessa época durante a noite fica em torno de 24 graus, bem agradável para dormir e os mosquitos não incomodam durante a noite.

Nosso grupo se organizou mais rápido e saiu na frente para preparar as pontes de retorno, tínhamos mais 3 pontes para refazer e uma, a maior é a mais complicada e como tinha chovido existia muita lama na entrada da ponte, deixando as finas toras escorregadias.

Chegamos ao primeiro obstáculo, rapidamente refizemos as amarras, mais troncos e passamos. Na segunda ponte o perigo estava grande, pois o barranco de um dos lados estava cedendo, choveu muito. Tensão total e fomos um por um passando até que o último veículo, a Triton, ao passar fez o barranco cair. Mais uma vez Deus estava ao nosso lado, à altura da queda era de 3 metros. Seguimos em frente!

 

No caminho as erosões eram os maiores desafios, detalhe que graças as chuvas encontramos o caminho de volta bem pior do que na ida, além de já remexidas pela nossa passagem. Isso acabou atrasando o grupo, pois alguns veículos atolavam, mas era isso que queríamos. A frente do grupo a Hilux e a Band, para irmos arrumando a trilha e as pontes, atrás o grupo ia mais lento, atolando, puxando, uma verdadeira farra!

Chegamos à grande ponte e refizemos as amarras. Colocamos mais troncos, estava tudo muito molhado, escorregadio, após uns 30 minutos de arrumação o “boi de piranha” entrou na travessia, quando a traseira entrou na área dos troncos escorregou, ficou a apenas dois dedos de cair da ponte, nesse lugar não tinha nada na parte de baixo, seria uma queda de 2 metros dentro d’água com mais 1 metro de profundidade e para tirar seria uma mão de obra de dias, sem falar que iria danificar seriamente o veículo. Amarramos uma cinta na traseira e ancoramos de lado para que pudesse seguir mais 50 cm à frente e não cair. Deu tudo certo, apesar da apreensão e do medo geral conseguimos.

Na segunda parte da ponte, nos grandes troncos, a escolha do caminho pelo guia foi errônea e com isso a Hilux caiu com um lado entre os troncos, ficando presa, mas como existia um grande tronco no meio não tinha perigo de cair no riacho. Começou uma operação para retirar a Hilux do buraco, mais troncos e colocamos o cabo do guincho e mais 4 cintas e um cabo de aço extra, amarrados em uma arvore a mais de 80 metros da ponte, com a ajuda do guincho, modelo Ironman de 6t, e a preparação do caminho pelo grupo a Hilux foi saindo aos poucos, apenas danos na lataria, superficiais. Lentamente fomos passando os veículos e mais uma vez a Fabiana mostrou ser muito corajosa passando com o Jimny e o André sua competência como guia de pontes.

Depois dessa última ponte seguimos nas erosões e mais atoladores, mais ai o grupo já estava mais safo e fomos vencendo com maestria. Chegamos aos lajedões, mais alguns quilômetros subindo pedras, um verdadeiro Rock Crawling, ou seja, tivemos de tudo! Pedras, erosões, lama, travessias de rios e alagados, areões e muita mais muita adrenalina nas pontes quebradas.

Chegamos à fazenda do Sr. Joaquim novamente, não passamos pelo pasto, resolvemos seguir pela estrada alagada, para nossa surpresa era uma travessia curta e relativamente rasa, na altura do capô do Jimny, todos passaram por lá e fomos para a travessia do Roselvet na balsa. Demorou um pouco, o balseiro estava pescando e pegamos uma voadeira rio acima atrás dele.

Após atravessar o Rio Roselvelt, todos loucos por uma cerveja e água gelada corremos para Guariba, onde iríamos pernoitar e começar nosso caminho de volta para a 163 e seguir para Santarém.

Adendos:

1 - Desafios

Foram 200 km de muita aventura, 100 km de ida e 100 km de volta, entre o Madeirinha e Guariba, embora todos dissessem que estava impossível de passar precisávamos ver com nossos olhos e acima de tudo seguir em frente com nossa aventura, afinal Challenge é isso! Estes 200 km foram uma grande experiência de vida para todos, mesmo os mais experientes, convívio, trabalho em grupo, superação dos obstáculos, mas principalmente superação do medo! O Medo era constante nas pontes, o risco de acidente era eminente. Seguimos sempre em frente, o grupo unido, o grupo forte, o grupo de pessoas corajosas e destemidas.

O fato de não conseguirmos vencer a natureza a passar por uma ponte a 3 metros em baixo d’água não nos deixou nem um pouco frustrados, pelo contrario, nos deu mais força, pois sabíamos que tudo que enfrentamos para chegar ali seria novamente vivido para retornarmos, só que agora mais rápido, pois sabíamos o caminho e tínhamos noção das limitações e onde poderíamos puxar mais.

Nossa volta foi mais comemorada com a adição da Família Neves, todos ali passaram por medos e sofrimentos, mas nenhum desistiu diante dos problemas e das dificuldades. Todos estavam de alma lavada pela vitória, afinal ali é lugar de pessoas destemidas, os fracos e os que deixam o medo vencer em suas vidas nunca chegariam perto de um lugar como aquele. Desafios e perigos, animais, mosquitos ferozes e que deixaram marcas. Todos estavam felizes e realizados por termos vencido o maior desafio off Road de todas as nossas vidas. Pelo menos até o presente momento.

2 – Amizades

Novas amizades foram feitas e não baseadas em barzinhos e conversas fiadas, mas na união de forças e na observação do caráter de cada um, afinal foram dias complicados, difíceis e estressantes. Noites mal dormidas, medo, cansaço e em alguns momentos desesperança, mas sempre unidos em prol de nossa vitória maior, chegar ao Madeirinha vivos e sem nenhum acidente. Amigos de verdade se encontraram nesses momentos, afinal ali temos noção de quem tem ou não caráter nos momentos de tensão e estresse.

3 – Aprendizados

O Transamazônica Challenge deste ano foi uma grande escola para todos, sejam os que aprenderam mais sobre off Road, sejam os que aprenderam mais sobre o próximo, sobre a natureza humana. Mais uma vez o projeto TAC foi mais do que uma aventura, foi também uma lição de vida!

 

26/03/2010

11o dia da expedição

Acordamos cedo e nos preparamos para partir em direção à Nova Monte Verde, onde pernoitaríamos e seguiríamos para Guarantã e de lá Santarém. Tomamos café da manhã com os Neves e nos despedimos, nossos roteiros agora eram outros. Uma bela manhã de novas amizades e uma certeza de que nosso grupo e o Neves jamais esqueceríamos aqueles dias.

 

 

Após rodar algumas dezenas de quilômetros pela MT 206 nos deparamos com um caminhão atolado em uma baixada, como choveu a noite quase toda a estrada era só lama escorregadia e atoleiros. Neste momento vimos um resgate prodigioso, um Romeu e Julieta desatrelou a Julieta e desceu de ré um ladeirão escorregadio, traçado e bloqueado. Veio lentamente até em baixo resgatar o caminhão para liberar a passagem. Pericia e muita experiência do motorista levou ao sucesso do resgate, para nós bastou apenas observar a luta diária de quem roda por ali. Lembrando que a cerca de cinco anos essa região passou quase 6 meses isolada, faltando comida, combustível e outros bens necessários. Quanto ao asfalto, quem sabe dentro de 50 anos!

 

Nosso caminho foi de muitos buracos devido às chuvas, muitas subidas e descidas escorregadias, atoleiros, mas não suficientes para segurar nossos carros.

Em um trecho da estrada nos deparamos com um grande atoleiro e um trator de esteira para passar os veículos. Na nossa frente uma L200 já amarrada no trator sendo trazida e outra se preparando para ser levada para o outro lado. No nosso caso não iríamos perder a oportunidade de meter a cara e assim que o trator passou para o outro lado com a L200 entramos. Sem muita dificuldade para nossos veículos, segunda reduzida e bem devagar, existiam muitos paus e pedras e caso entrasse com velocidade poderia quebrar algum veículo. Todos passaram, o Jeguinho ficou quase preso devido ao feche de mola baixo, mas após bloquear e acelerar um pouco passou. Salientando que o Jeguinho entrou com o Jimny sendo puxado, devido a altura da erosão ficamos com medo de que o Jimny encalhasse, mas no final todos se saíram muito bem.

O grupo tinha agora a real noção de como são aquelas fotos que vêem na internet sobre os atoleiros nas estradas da região Norte e do sofrimento daqueles que delas dependem (na ocasião demos carona a várias pessoas e em cada caso ouvíamos uma história diferente das dificuldades de transitar pela região nesta época).

Devido à buraqueira e a estrada está perigosa, nos atrasamos um pouco e terminamos chegando em Colniza perto das 13:00hs e por isso resolvemos fazer ali mesmo uma revisão em alguns veículos.

 

Deixamos um agradecimento especial a oficina Colniza Multimarcas que atendeu a todas as requisições do grupo com competência e agilidade.

 

As revisões foram:

  • Troller Matteo e Roberto: Desempeno protetor do diferencial (este protetor deu muita dor de cabeça), bucha barra estabilizadora (troca), o nível do óleo da caixa de marcha estava muito baixo (Não encontramos vazamentos);
  • Troller Coelho: está com as molas sem ação, mas não fez revisão, já que não tinham no mercado;
  • Toyota Bandeirante: Motor de partida sem funcionar (rolamento ruim), verificação da perda do eixo cardã do guincho mecânico (está sem guincho), fiação do alternador solta e troca de óleo.
  • Jimny: Troca das buchas da barra estabilizadora (anotem: mesma da Hilux), troca de óleo do motor e troca de todos os óleos, estavam contaminados (diferencial e transmissão).
  • Hilux: Nada a fazer (troca de óleo mais a frente)

Devido à manutenção dos veículos pernoitamos em Colniza.

 


27/03/2010

12o dia da expedição

Acordamos cedo novamente e seguimos rumo a Alta Floresta, pegamos o atalho até Cotriguaçu e lá paramos para almoçar, tinha a hora da balsa do Rio Juruena (45 minutos de travessia). No caminho estrada molhada e muitos buracos, reduzindo a velocidade média. Aperda de tempo para passar a buraqueira grande continuava.

Perto de Nova Monte Verde nos deparamos com uma descida escorregadia, uma tromba d’água caíra na região e os riachos estavam lavando as pontes de madeira, além de invadirem a estrada e as subidas e descidas eram sabão.

Faltando 6 km para Nova Monte Verde o pneu da Hilux furou e perdemos algum tempo para trocar pelo estepe. Seguimos em frente.

Perto da cidade um bi-trem boiadeiro estava atravessado na estrada e não tinha como passar e nem desvio, outros caminhões mais a frente em outra baixada, também estavam caídos nas laterais e atravessados. Ficamos cerca de duas horas esperando enquanto um trator tentava arrumar o bi-trem para dar passagem, ajudamos com lanternas, pois já estava escuro e chovia fino, para deixar ainda mais escorregadia a estrada.

Depois de desatrelar a Julieta e conseguir tirar o Romeu da estrada começamos a nos movimentar, na nossa frente o bi-trem, agora com o Romeu e uma F4000. Ambos foram descer outra ladeira e novamente o bi-trem derrapou a caiu em uma vala, a F4000 bateu no bi-trem e caiu do outro lado, ficando assim um espaço entre os dois para nossos carros passarem. Como estava muito escorregadio e no final da descida tinha uma ponte de madeira todo cuidado era pouco.

A Hilux com pneus MUDs na frente e um atrás, já que o outro era de asfalto e menor que o MUD estava andando de lado, mesmo traçada foi complicado de passar entre o dois caminhões e ainda passar pela ponte cheia de lama. Mais uma aventura! Passamos e logo depois mais caminhões atolados sendo puxados pelos tratores e um desses caminhões se soltou do trator e veio derrapando para cima da Hilux, nessa hora pé fundo e derrapando para o lado contrario, um verdadeiro balé na lama!

Como chegamos tarde à Nova Monte Verde e tinha chovido achamos mais prudente dormir e seguir para Alta Floresta no dia seguinte.

 

 

 

 

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Indice

 

  • 2010 - Início da Expedição
  • 2010 - Dia 1, 2, 3 e 4
  • 2010 - Dia 5, 6 e 7
  • 2010 - Dia 8 e 9
  • 2010 - Dia 10, 11 e 12
  • 2010 - Dia 13, 14, 15 e 16
  • 2010 - Final da Expedição
  • 2010 - Considerações Finais
  • 2010 - Do grupo TAC 2010
  • 2010 - Visão estrangeira da floresta amazônica
  •  
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