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Edição 2010

Diário de bordo da Edição 2010 da Transamazônica Challenge.



2010 - Final da Expedição

02/04/2010

18o dia da expedição

 

No dia anterior alguns aproveitaram bem Alter do Chão e Santarém, outros: revisão nos veículos. O Troller de Coelho trocou as duas Rodas Livres e coifas, para enfrentar a Trans-Uruará e o Jeguinho trocou a bateria. Este caso da bateria foi interessante: Hercules havia comprado a bateria, no dia da viagem, ou seja, estava na garantia e por sorte a NF e a garantia estavam na Band, com isso economizou R$ 520,00 (preço de uma bateria 90Ah em Santarém.

 

Às 7:00hs da manhã os grupos estavam reunidos na praça de Alter do Chão, nosso grupo e os Jipeiros de Teresina. Partimos em direção a Trans-Uruará. Em Santarém nos encontramos com o pessoal do Jeep clube da cidade que estavam indo para Santarém encontrar os jipeiros de Fortaleza. Grupo de cearenses que estão rodando pela Transamazônica a bordo de uma Toyota Bandeirantes alongada que mais lembra um pequeno ônibus.

Saímos em direção a hidroelétrica de Pacoval e de lá entrar na Trans-Uruará. Os primeiros quilômetros foram de decepção para os que buscavam emoção, principalmente os Piauienses, que não haviam encontrado a lama que tanto buscavam na ida até Santarém pela BR 230 (Transamazônica). Na verdade os primeiros quilômetros são de areões, ainda tentei levar o grupo por um desvio entre os sítios da região, mas a represa estava com muita água e impediu a nossa passagem, então seguimos pelos areões.

 

Conhecedor da região a 3 anos Sérgio Holanda diz que em breve não mais existirão atoleiros e grandes trechos ruins, a cada dia as maquinas deixam a estrada melhor, além da abertura de outras estradas, isto tudo em 1 ano desde sua última visita a região. Também relata que a devastação está maior, fazendas de arroz estão tomando conta da região e as arvore indo embora. Apenas alguns trechos de atoleiros, e as perigosas das subidas e descidas escorregadias quando está chovendo. Apesar do grupo ter rezado bastante pela chuva, ela veio em pouca quantidade.

 

Finalmente o grupo chegou nos atoladores, estes com caminhos mais fáceis de se passar, mas todos estávam querendo um grande final e os piauienses querendo lama, resolveram seguir pelos caminhos mais tortuosos.

No primeiro atolador muito divertimento, apenas cautela, pois o pessoal vai atolando e colocando paus e galhos, por isso é imprescindível não entrar em velocidade, apenas usar os recursos do veículo e o braço. A organização na frente, contando motor e pronto, primeiro obstáculo grande vencido, agora era a vez do Matteo e o Troller ficou preso pelo maldito protetor do diferencial dianteiro (pensem em uma peça que só faz atrapalhar, foi assim a expedição inteira). Mas como tinha muito motor e depois da repetição - ré e pra frente - o Troller saiu sem precisar ser puxado. Hercules (Jeguinho) foi em seguida e ao sair do atoleiro deslizou em um tronco e quase vira, ficou atolado e inclinado, quase emborcando.

 

Para retirara o Jeguinho utilizamos a corrente Ironman do Troller e um contra-peso de 200kg no lado contrário para onde a Band queria virar. Aliás, parabéns para o estribo da Band, 200kg não é pouco não e além disso ainda fazendo balanço. Para não ter perigo da Band adernar mais fizemos uma trilha com a enxada para as rodas seguirem. Sucesso! Band fora. Agora era a vez do Grande Coelho Roncador, com seu Troller com rodas livres novas, 240vc, pneus 35” com off set negativo e pronto, passou voando pelo atoleiro. Coelho é pé no porão!

 

 

Após o Coelho o restante do grupo passou sem grandes dificuldades, já havíamos limpado o caminho e feito o trilho por onde passarem. Seguimos em frente e nos divertindo com a estrada escorregadia, andávamos de lado só para curtir as derrapagens controladas, bom de mais! Terceira marcha, 4x2 e 60km/h e pronto, esta era a receita para derrapar e andar de lado! Para quem tem controle de direção nada mais divertido, para os que não estão acostumados no fim do dia o braço fica doendo.

Chegamos a outro grande atolador, este com lama e muita água, na altura do capô da Hilux. Estava congestionado, um trator tirando uns caminhões de madeira e na frente uma arvore com mais de 2 metros de diâmetro no chão. Passamos pelo atolador e depois por cima da imensa arvore e belas fotos (Aqui tem um vídeo da Band Vermelha do Helder - Teresina - acelerando forte no atolador)!.

 

Após este atolador somente subidas e descidas escorregadias, para dar mais emoção uma chuva caiu e quem não estava acostumado ficou apreensivo, mas no final entre mortos e feridos todos saíram vivos e sem seqüelas psicológicas, embora tenhamos procurado entrar em uma vicinal, mas a maioria já estava querendo chegar a Uruará.

 

Chegamos em Uruará no fim do dia, objetivo era seguir até Altamira, cerca de 200km e entraríamos pela noite, mas como estava chovendo achamos mais prudente pernoitarmos. Os grupos foram para o único bar aberto para comer algo, afinal foi o dia na estrada e durante nosso jantar chegaram os cearenses a bordo de Bandeirantes, uma modificada parecendo um ônibus e Defenders. Mais algumas horas de conversa boa entre os que já se conheciam através da internet, mas ainda faltava o aperto de mão.

Amanhã destino Novo Progresso.


03/04/2010

19o dia da expedição

Dia inteiro na estrada, cerca de 500km de chão e Novo Progresso como nosso objetivo. Seguimos em grupos separados, como o pessoal de Teresina andava mais rápido e nós tínhamos de seguir nosso ritmo, ditado pelo Jimny, fomos seguindo logo atrás, mas esporadicamente nos encontrávamos. O pessoal do Piauí gosta muito de paradinhas e nosso ritmo constante fazia com que chegássemos juntos.

Durante o deslocamento na Transamazônica nosso maior problema eram as valetas das chuvas da noite anterior, tanto que uma das Bands do grupo do Piauí caiu com tanta força em uma que partiu o chassis, mas por ser uma Band a valente foi rodando sem que nem parecesse que tinha acontecido nada. Em Teresina isso se resolve, disse meu Xará, Sérjão.

No final do dia, ainda faltando 150 km para Novo Progresso, os grupos se reuniram novamente para se deslocarem juntos a noite. Mais uma vez os faróis especiais da Ironman transformaram noite em dia e levou o grupo à diante sem nenhum contratempo. O único incidente foi uma distração minha, fui trocar o pendrive do som, quando não vi e a Hilux caiu com a traseira em uma erosão grande e teve uma avaria na lataria, coisa boba, mas que podia ter caído em um buraco com mais de 1 metro de profundidade, para ver o que alguns segundos podem fazer. Ainda mais a noite.

 

Chegamos a Novo Repartimento e fomos para dois hotéis, não existiam vagas para os dois grupos em um mesmo hotel. Alguns foram dormir e outros saíram para jantar. Sugeri ao grupo de Teresina conhecer a barragem de Tucuruí, nosso grupo já iria nesse trajeto e o pessoal topou também.

 

Amanhã objetivo Marabá, ultimo dia da expedição.

 

04/04/2010

20o dia da expedição


Saímos de Novo Repartimento não tão cedo, a estrada de chão para Tucuruí era um tapete, 65 km de chão batido e com belo visual. O grupo de Teresina foi na frente e nós logo em seguida. O Jimny estava endiabrado, parecia mais que tinha tomado o coquetel que eu dava para a Band. Chegamos na belíssima represa de Tucuruí, fotos e muita conversa sobre a beleza da região, lá encontramos o pessoal de Teresina e tiramos mais fotos com nossos amigos.

 

Seguimos para Marabá, nosso ponto final, destino da expedição. O pessoal de Teresina também, era caminho deles. Após uma parada para almoçar no caminho de Marabá, chegamos ao destino da Expedição Transamazônica Challenge 2010.

 

Em Marabá nos despedimos dos nossos companheiros de viagem do Piauí e nosso grupo foi para uma foto final e todos tomarem seus rumos, estava terminada a TAC 2010, dentro do seu prazo. Como estabelecido no regulamento o projeto seria fazer Gurupi – Marabá em 20 ou 25 dias, podendo se estender, mas o prazo foi preciso e em 20 dias o grupo estava em Marabá.

Um grande abraço em todos, pessoal emocionado, afinal foram 20 dias de convívio e momentos de grandes alegrias e estresses, mas que no final criou uma grande e verdadeira amizade. Matteo e Roberto seguiram para Belém e depois Lençóis, Grande Coelho Roncador para Gurupi pegar seus pneus e depois Rio de Janeiro. Eu, Hercules, Fabi e André fomos para Carolina, descansar nas cachoeiras. Estava assim finalizada mais uma expedição e esta com gostinho de quero mais!

 

 

 

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Indice

 

  • 2010 - Início da Expedição
  • 2010 - Dia 1, 2, 3 e 4
  • 2010 - Dia 5, 6 e 7
  • 2010 - Dia 8 e 9
  • 2010 - Dia 10, 11 e 12
  • 2010 - Dia 13, 14, 15 e 16
  • 2010 - Final da Expedição
  • 2010 - Considerações Finais
  • 2010 - Do grupo TAC 2010
  • 2010 - Visão estrangeira da floresta amazônica
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