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Edição 2012

Diário de bordo da Edição 2012 da Transamazônica Challenge.



2012 - Dia 6, 7, 8 e 9
14/03/2012
6o Dia de Expedição TAC 2012
O dia seria para aguardar a chegada da Balsa do Trovão, que foi contratada para nos levar até Juriti, do outro lado do Rio Amazonas. Enquanto aguardávamos a chegada da balsa o grupo de dividiu, uns foram  descansar e ficaram pela cidade e outros seguiram para uma famosa cachoeira, Paraizo, da região, a cerca de 50km da cidade de Alenquer.

Durante o dia o Rodrigo foi tentar resolver os problemas de seu jipe, entre eles uma nova ventoinha elétrica, tinha queimado uma no caminho, concerto do motor de partia que não funcionara no dia anterior, era sujeira, troca de alguns retentores e óleos contaminados e uma geral no jipe. Aliás o jipe está sendo uma incógnita, a falta de confiança e os pequenos problemas deixam o grupo apreensivo. Vamos analisar o desempenho no trajeto entre Juriti e Parintins.

Durante o passeio a cachoeira um dos pneus da Cherokee de Julio furou, na verdade rodou a câmara e cortou o pito, além disso o bloqueio ARB do Troller do português está vazando ar e o Troller dos italianos está entrando água no diferencial dianteiro, em Manaus trocamos os retentores e pelo momento trocamos o óleo sempre que contamina.

Nossa balsa parte às 6:30h... serão algumas horas de sol na balsa, bom seria se chovesse... Vamos que Vamos!!!

15/03/2012
7o Dia de Expedição TAC 2012
Saída: Alenquer
Destino: Juruti
Km: 120km + 10 horas de balsa.








Ás 6:30h estávamos todos reunidos na praça dos barcos de Alenquer para embarcarmos em uma balsa fretada para nos deixar a cerca de 120km de Juruti, já que indo de balsa até lá levaríamos 24h e onde nos deixou seriam 10h de balsa e mais 3 de carro para rodar 120km.


Arrumamos os carros e começamos a nos divertir com conversas longas, cerveja gelada, cachaça de primeira e depois preparando uns pratinhos especiais para o grupo. O dia foi passando, mas o Sol castigou bastante a todos, mesmo armando tendas o calor e a insolação eram muito fortes, mesmo os que ficaram no rebocador sofreram, todos estão "queimados" de um dia inteiro exposto ao Sol. Além dos comes e bebes e conversas e mais conversas tiramos  muitas fotos da paisagem.

A balsa nos deixou em um pequeno porto de uma cerâmica a cerca de 120km de Juruti e ai nosso grupo seguiu pela estrada, que estava boa a maior parte do tempo. Foram 3 horas at chegar em Juruti, onde pernoitamos para seguir em direção a Parintins.

Durante o trajeto o jipe do Rodrigo apagou e não pegou mais, reboquei os últimos 25km até Juruti para ser avaliado em uma oficina. Além do carro de Rodrigo o Troller de Jorge Alho, nosso "Guaraci", insiste em ter pane elétrica o que deixa entre outras coisas, sem luz traseira, tentaremos resolver tudo logo cedo e partir pra lama.

8o e 9o Dia de Expedição TAC 2012
Saída: Juruti
Destino: Parintins
Km 180



Demoramos a sair de Juruti, já passavam dás 13:00hs. Tivemos de soldar a base dos amortecedores Procomp da Cherokee que estavam trincados, trocar as pastilhas de freio do Troller de Tony e soltar o embolo do freio que estava preso, além de esperar resolver o problema do jipe de Rodrigo, que se resumiu em sensor de rotação e limpeza de bicos. Nosso intuito era visitar a mina de bauxita da Alcooa, mas infelizmente era necessário uma autorização de agendamento etc e tal e com isso seguimos em direção a Galileia onde pegaríamos uma balsa para Vila Amazônia e de lá uma balsa para Parintins, mas as informações são desencontradas, aliás uma característica da região norte.

Pegamos a estrada para Galileia e muita lama escorregadia, nenhuma atoleiro, mas muitas poças de água e principalmente muita lama escorregadia que deixou o trecho bem perigoso. Foram varias rodadas, um verdadeiro show! Muitas filmadas vão dar bons vídeos!!! Em um determinado trecho entrei em velocidade em uma curva e me deparei com um galho grande no meio da estrada. Para não quebrar os meus faróis joguei o carro de lado e ganhei uma porta amassada e arranhada, ossos do oficio de um boi-de-piranha.

Chegamos na comunidade da Galileia e nos deparamos com um povo hospitaleiro, iríamos passar a noite ali. Não existia balsa, aliás e única de madeira que existia estava afundada a 8 metros no rio, como ninguém passava por lá não providenciaram outra. A única opção agora era fazer uma viagem de voadeira de 5 horas atrás de uma balsa de gado para nos transportar 100mts. Quem seguiu na voadeira foi o Cesar Machado e depois de 5 horas, ele voltou informando que não tinha balsa, pois o dono estava com ela para as bandas de Manaus. E agora?

Reuni o grupo e colocamos na mesa as possibilidades, entres elas retornar a Juruti e pegar uma balsa para Manaus ou Parintins, pegar uma estrada para Itaituba ou aventurar a chegar em Vila Amazônia por um ramal abandonado a alguns anos. Optamos pela ultima alternativa e às 5:00h da manhã eu e Julio Pinho seguimos uma hora e meia mata a dentro atrás de um cabloco que conhecia o trajeto pelo antigo ramal. Achamos a pessoa, Julio ficou no acampamento onde o cabloco trabalhava e eu retornei a Galileia para pegar o grupo e levar ao local e começarmos nossa aventura do dia.

Comboio reunido e começamos a rodar, eram 80km da Galileia até Vila Amazônia, uma volta por dentro da selva amazônica de mais de 60km por ramais. Começamos nossa aventura por uma estrada abandonada a mais de 5 anos e que mais de 1 ano nem moto trafegava.

Tínhamos minha moto-serra e levamos o cabloco e outro ajudante com mais uma moto-serra. O cabloco  e seu sobrinho eram dois mateiros de primeira e que foram primordiais para nosso sucesso.

Mata fechada, facões na mão, moto-serra e muito trabalho, fomos avançando metro por metro, chuva e muito trabalho. Nossa primeira arvora caída na estrada, trabalho de muitos, moto-serra, guincho e muita paciência, vencemos a primeira de 17 arvores grandes cortadas, fora os galhos grossos. Um grupo que se reservava a frente da Hilux com facões abrindo a mata fechada em muitos trechos e fomos seguindo em frente.

Calor, chuva, formigas perigosas, abelhas, cobras, estamos em uma região onde Surucucu. Nada fez com que desistíssemos e seguimos em frente. Às 22:00hs chegamos ao igarapé que da origem ao rio Juruti Velho, que passa na Galileia e lá nos deparamos com uma ponte caída, nosso próximo objetivo, reconstruir a ponte, mas o cansaço era grande e bom senso nos dizia que somente quando o Sol nascesse seria correto fazer essa etapa. Muitos de tão cansado nem fizeram sua comida, armaram suas tendas e caíram no sono, outros montaram a cozinha, cerveja e comida na mesa. Amanhã o dia será longo, queremos chegar a Parintins, mas uma coisa é certa, reabrimos uma estrada no braço, na gasolina e no diesel. Estou aqui escrevendo esse relato enquanto todos dormem ao som de Emma Chapllin e são mais de meia-noite, dia longo amanhã, vou dormir, mas uma coisa é certa, estamos todos cansados, mas realizados, pois como dizia eufórico o Matheos “Isso é Transamazônica Challenge”. Chegamos e não desistimos, seguimos em frente, enfrentamos os desafios impostos, pois isso aqui difere os homens das crianças. Alma lavada e ainda falta muito!!!

 
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