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Edição 2012

Diário de bordo da Edição 2012 da Transamazônica Challenge.



2012 - Dia 12, 13, 14, 15 e 16

 

12 e 13o Dia de Expedição TAC 2012

 

Ontem e hoje o grupo aproveitou para descansar e organizar os veículos. As Lands tivemos que retirar as barracas de teto para poder entrar no barco que irá nos transportar. Agora é aguardar até a meia-noite, quando o barco chega para poder embarcar para Itacoatiara e seguir até Manaus. Todos na maior expectativa de pegar a BR 319 e seguir pela 230 até Labrea.

 

 

 

14o, 15o e 16o Dia de Expedição TAC 2012
Saída: Juruti
Destino: Itaituba
Km: Aproximadamente 350
Dias: 3


 

Dia inteiro aguardando o barco para Manaus, mas na madrugada a decepção, frustração e irritação, a empresa de navegação informou a medida errada da entrada do barco e somente o Troller de Matteo e Jorge, mesmo assim com os pneus completamente murchos conseguiriam entrar, como o carro do Matteo estava quebrado e impossibilitado de seguir viagem por chão seguiu no barco, juntamente com Marco, seu companheiro e o nosso amigo Cesar, que recebera uma promoção e precisava ir urgente para o Rio assumir a nova patente.

Voltamos para os hotéis e no começo da manhã começamos a ver as possibilidades de saída de Juruti, balsas somente na outra semana e não iríamos ficar mais dias na cidade, além de tudo precisávamos rodar. Possibilidades vistas e resolvemos seguir para Itaituba por uma estrada de madeireiro.





Contratamos dois motoqueiros com conhecimento na região, uma vez que até chegar à balsa de Repartimento, uma pequena vila na beira do rio Marú, existiam diversas estradas de madeireiros e não tínhamos o tracklog dessa estrada e assim seria impossível achar os caminhos até Repartimento. O Jonanta e mais um ajudante foram à frente e o grupo seguindo. Retornamos 70km na estrada para Santarém e pegamos a direita em uma trilha de terra com muita água e grandes erosões.



A estrada foi ficando cada vez mais off road e Cabaré com seu Troller 4x2 estava enfrentando no braço e no bloqueio as erosões, se o Troller não tivesse bloqueio seria praticamente impossível fazer o trajeto. Após subirmos uma pirambeira, das centenas que teríamos pela frente, encontramos uma L200 da policia militar estadual emprestado a Sema voltando de uma vistoria em uma fazenda cuja apreensão de madeira soma mais de 27milhões de reais. Encontramos a L200 com o parafuso de centro do feixe de mola direito partido, tínhamos dois parafusos desses, além das ferramentas e equipamentos para fazer a troca da peça. Tiraram na loteria.

Nosso mateiro Jonantan é mecânico e se prontificou a trocar, peguei as minhas ferramentas e o Hi-lift e começamos o trabalho de conserto, no meio tempo muita conversa com o grupo e o Capitão nos passando as informações sobre o trabalho da corporação e cerca de uma hora e pouco tínhamos concertado a L200 e tiramos uma foto dos grupos para seguimos em frente. Os policiais ficaram altamente agradecidos, afinal se não fosse por nosso grupo estariam no prego até agora, uma vez que a equipe não possui nenhum equipamento de contato ou resgate, além da falta de equipamentos no veículo para enfrentar adversidades da estrada. Aqui fica uma ressalva para falta de recursos do governo com seu efetivo, além de poucos homens fiscalizando a região os que existem não possuem estrutura para trabalhar adequadamente.

 

Seguimos em frente e como já estava perto de escurecer e fomos informado que a estrada  estava em uma região de conflito de terra e madeireiros e com isso era perigosa de seguir a noite, por isso resolvemos pernoitar na Cachoeira do Aruá em uma pousada na beira da queda d´água toda em madeira, bem simples, mas muito agradável.  Fizemos um jantar, conversa fiada e fomos dormir.

Saímos da cachoeira em direção a Repartimento, uma pequena vila onde pegaríamos uma balsa que cabe dois carros por vez e faríamos uma subida de rio de uma hora e meia por vez. Quando chegamos na comunidade o líder não queria deixar passarmos, uma vez que em Fevereiro passou um grupo de jipeiros de Florianópolis e estragaram a estrada do outro lado do rio, estrada cuja a comunidade utiliza para de deslocar nas extrações de castanha e como o grupo de Floripa ficou “brincando” pela estrada cavaram todas as trilhas, impedindo o deslocamento dos locais, além de terem deixado muito lixo na comunidade. Aqui cabe mais uma ressalva: nosso grupo ao chegar em pequenas cidades não deixa lixo, recolhemos o que produzimos e levamos nos veículos até uma cidade de porte e com sistema de aterro.

 

Na vila de Repartimento o nosso colega Hélio Amâncio reuniu a criançada no grupo escolar e fez mais de uma palestra sobre ecologia e como podemos viver em uma relação harmoniosa com a natureza. O pessoa de Santa Catarina, seu Jair e Giovanni, levaram roupas e brinquedos para doar e vimos muitas famílias contentes e a criançada feliz e sorridente com os presentes que receberam.

Após muita conversa com o líder da comunidade consegui seu consentimento e começamos o processo de transportar os veículos. Aqui fica uma dica aos amigos jipeiros que trafegam pela região, lembrem que a comunidade depende do que resta de estrada, então evitem destruir as passagens e pontes e pingelas ao trafegarem.

Coloquei a Land 130 do Giovanni com o Troller do Jorge, era o veículo mais pesado com o mais leve, o próximo seria o Troller de Cabaré com a Land 110 de Hugo. Enquanto isso estávamos fazendo o rango, aliás, quem cozinhou hoje foi o Matheus, afinal entre ida e volta da balsa são 2 horas, haja paciência, iremos pernoitar no outro lado do rio e seguir no dia seguinte para Itaituba.

Agora era a hora das pickups, como teríamos de fazer travessia a noite deixei para ser o último. Às 17:00hs partiram a L200 e a Navara, quase que não couberam as duas na balsa, ambas foram com as rodas traseiras no limite da balsa e com as traseira no ar. Marcão ficou para ir comigo, mas ambas as pickups possuem base guincho que avançam no pára-choque e a solução foi colocarmos os carros invesados, para melhorar a distribuição de peso e poderem caber, ruim de embarcar, já que usávamos um dos guinchos para atracar e travar a balsa, mas no final deu tudo certo, apenas um susto, na tentativa de arrumar os dois carros em cima o Marcão deu uma porrada de frente na Hilux que quase a jogava no rio, passado o susto começava outra aventura.

O ruim de ficar por último é que só faremos a travessia a noite, além de não podermos apreciar o visual nosso risco é bem maior, mas precisamos seguir para Itaituba e lá tentar arrumar a tração do Troller de Cabaré e soldar os amortecedores da Ranger, que partiram novamente. Além do motor de partida da Land Rover de Hugo que parou de funcionar.

A travessia de balsa começara meio tensa com o quase mergulho da Hilux no rio, cerca de 10m de profundidade, nosso piloto da "tuc-tuc", pequena embarcação de madeira com motor Agrale diesel de um cilindro que produz um som característico que é conhecido de "tuc-tuc". Voltando ao nosso piloto, estava bêbado, o encarregado do motor mais ainda, tensão total e já na primeira curva do rio entramos mata a dentro com os carros, começara a epopeia da travessia do rio entre Repartimento e a fazenda os demais nos esperava.

Primeira entrada na mata, foram 8 batidas na mata com a balsa, 2 entradas de frente com o barco e mais umas dezenas da batidas laterais na mata, tinha hora que o barco era puxado pela inercia da balsa e rodava, muito trabalho, uma escuridão total e apenas uma lanterna de mão para orientar o piloto do barquinho e duas rabetas, pequenas canoas com motores de mão, que auxiliavam na travessia.

Marcão subiu na caçamba da Hilux e amarrou sua cadeira e começou a gritar como se deveria conduzir a embarcação, eu estava pescando de sono e Luiz Figueira era o tempo todo dizendo sua celebre frase "isso vai dar meeeeeeeeeeerda", kkkkkkkkkk. Cerca de três horas depois chegamos na fazenda, normalmente se leva 1:20h a 1:35h de travessia, o pessoal já preocupado que tivesse acontecido algo, foi na verdade uma grande aventura, digna da TAC.

Chegamos vivos e com as viaturas ainda em cima da balsa, descarregamos fomos tomar um banho na casa da fazenda que estava a nossa disposição, sem energia, mas com um belo terraço onde armamos as redes e um banheiro para o banho. Quem tinha barraca de teto dormiu na barraca, demais rede, eu e Luiz ficamos no térreo, não tinha mais espaço na varanda do primeiro andar da casa mau-assombrada, segundo dizia o Cabaré. Após todos acomodados acordamos com um estrondo, Landry cai com rede e tudo, muita risada e voltamos a dormir, aliás, quem conseguiu, eu mesmo não, era uma sinfonia de roncos e flatulências explosivas que não deixara nem a floresta ao redor dormir.

Sete da manhã todo mundo acordado e pegamos estrada, tínhamos uns 200km pela frente e nem sabíamos como estava a estrada. Uma belíssima trilha aberta na floresta com muita erosão, lama e subidas enormes que faziam os veículos derraparem de tão íngremes. Muita água nas poças e "PAU", isso mesmo, mais arvores para cortar e foram três arvores grandes e algumas de facão, minha moto-serra, pilotada pelo Matheus deu conta, mas foi sofrido, um tronco mesmo levamos 3 horas para cortar e puxar. Os guinchos IRONMAN da Hilux e do Troller de Cabaré trabalharam no limite, mas não negaram fogo e puxaram vários troncos com várias toneladas.

Uma grande atolada da Hilux, aliás ser "boi-de-piranha" é isso mesmo, entrei em uma lama que a Hilux afundou e era tanta lama que a base do guincho empenou para arrancar a Hilux, mas o guincho IRONMAN com cabo de Kevlar puxou a Hilux com mais uma passaroca de entulhos de madeira e lama. Seguimos em frente e tome erosão nas subidas e descidas, trabalho técnico de direção e coordenação dos que estavam do lado de fora orientando.

Chegamos em uma arvore com cerca de 1 metro de diâmetro, essa foram 3 horas de muito trabalho e dois guinchos, uma vez que a moto-serra ficou presa ao cortar, sofrido e aqui parabéns para os equipamentos utilizados, principalmente aos guincho IRONMAN, que resistiram a todo esforço de uso. Após perdermos 3 horas nessa arvore estávamos preocupados com o que vinha pela frente e tínhamos passado por duas bifurcações anteriores, seguimos pelo rumo, mas preocupados se estávamos na estrada correta. Alguns Kms e encontramos uma casa com um morador, alegria total, afinal não poderíamos voltar atrás, já que não tínhamos com cruzar o rio, a balsa foi contratada para nos trazer, mas do lado de cá do rio não tem morador, somente quando o dono da fazenda está.

Conversamos com o fazendeiro e confirmamos a estrada, além de saber com mais exatidão a distância até Itaituba. Seguimos em frente e poucos Kms depois uma ponte caída, refizemos e mais emoção com o barranco sedendo e ceca de 4 metros de altura para cair. Todos passaram e tome erosões e pirambeiras, nosso objetivo agora era chegar no bar chamado "Pancadão", que definiria nossa trajetória até a cidade e seguimos em frente, mais duas arvores para cortar e o tempo passando e a noite caindo, cerca de oito da noite chegamos a outra fazenda, de um conterrâneo de Cabaré, inclusive com mesmo nome Antonio, que nos informou estarmos perto do Pancadão, estrada acabada, erodida e cheia de buracos e chegamos no Pancadão.

Parada estratégica, afinal desde 7:00hs que rodávamos e não tínhamos nem tomado café. Alguns do grupo beberam algo gelado e comemos uma buchada, coisa light. Pegamos estrada novamente e 42km depois estávamos em Itaituba. Chegada comemorada, amanhã arrumar o carro de Marcão e seguir pela Transamazônica em direção a Humaitá.

 

 
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