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Edição 2013
21o Dia TAC 2013

25/03/2013 TAC 2013 - Final da TAC

 


21o Dia por Sérgio Holanda:

"Pela primeira vez Luciano Garcia acordou antes dás 07:00hs, batemos palmas para o evento, rsrsrsr. Amanheceu sem chover em Alter do Chão, bem diferente do dia anterior que chovera quase 20horas sem parar. Pessoal reunido no café da manhã e nos despedimos dos que ficaram para pegar o voo no fim da tarde de volta as suas casas: Assueiro Sussu, Bocca e Afranio Porquinho (apelido carinhoso por não tomar banho durante os acampamentos, segundo consta nos altos chegou há ficar três dias sem banho), no dia anterior Galvão Zoio e Sérgio Orelha e Ekio Pitoco haviam partido.


Agora éramos doze aventureiros e seis veículos, Marcão – Ranger; Sérjão e Leandro Popeye – Hilux; Sergio Gardenal e Elson Mineirinho – Land 90; Hugo O Russo e Erich Asterix – Land 110; Matheus Meia-foda e Dênio Menudo – L200 e Luciano Chuck, Paulo Paulinho e Luciano Chalita – SW4 Caveirão.


Partimos de Santarém às 09:30hs, tivemos que fazer uma solda na Defender 90 do Sergio Gardenal e nos encontramos com o pessoal do Jipe Clube de Santarém e meu amigo Naldo. Eles reafirmaram que levaríamos dois dias para varar até Uruará, que estava quase impossível de chegar! Musica para nossos ouvidos.


Pegamos a estrada rumo a Usina Hidroelétrica e de lá a trilha para Uruará, nos primeiros 40 km após a Usina estava estradão, depois mais uns 30 km estrada escorregadia, Marcão dando seu show de derrapadas ai chegamos aos primeiros atoladores, onde no meio eram enormes poças de água com até 1,50m de profundidade e nas laterais os abortos, enormes atoleiros, como a lama de caulim (muito fina a grudenta). Evitei passar pelas grandes poças, preferindo os atoladores, Caveirão e os Mineirinhos enfrentaram algumas poças, mas aquela lama toda entranha nas partes elétricas e rolamentos.


Fomos seguindo, Hugo deu umas atoladas, os Mineirinhos também, até chegarmos a uma grande poça e como estava puxando o comboio entrei, pois não tinha visto aborto. A água chegou a cobrir o retrovisor da Hilux, “emoções, muitas emoções!”. Os Mineirinhos acharam um atalho, mas aceleraram tanto que a 90 deu um voo e empenou tanque, protetor de tanque, barra estabilizadora e ficou com pequeno vazamento no tanque.

 

Demais foram passando pela poça e ai a 110 de Hugo ficou presa e morreu no meio da poça. Caveirão voltou e puxou, abrimos as portas e só sai lama. Verificamos o filtro de combustível e o motor tinha bebido água (isolamento ruim do filtro). Tiramos o filtro e a 110 voltou a funcionar, mas infelizmente verificaríamos mais tarde que a turbina tinha ido pro saco, Matheus tomou um susto, no meio da poça o carro parou de tracionar e começou a afundar e depois pegou tração no fundo e saiu, chegou do outro lado da poça e tremia mais que vara verde.


Depois dessa grande poça a estrada começou a ficar piçarrada, achei que tinham arrumada a estrada até Uruará. A mata começou a fechar e chegamos à primeira pirambeira de 120m de altura, piçarro, lama e erosão. Descemos escorregando, mas tudo bem, subidas escorregadias no caulim e a estrada sem marcas de movimento a bom tempo, alguns atoladores e ai comentei pelo rádio - pessoal, pela distancia e pelo andar da carruagem acredito que às 17:30hs estaremos chegando em Uruará e vamos a uma churrascaria comer picanha. Todos comemoraram, afinal estávamos apenas com o café da manhã no bucho.


Mas ai o bicho pegou, cheguei a uma pirambeira muito inclinada, quase 100m de altura entre a parte alta e a baixada e o barro vermelho estava erodido com duas valas de trator com mais de 80cm de altura. Meti as rodas da esquerda dentro da vala e tentei manter as da direita na parte de cima do facão, o carro simplesmente deitou dentro da vala, meu retrovisor fechou e comecei a cavoucar o barranco com o pneu dianteiro para tracionar e o carro deitado no barranco, olhava de lado e Leandro se segurando no cinto e quase caindo em cima de mim, a Hilux estava deitada e arrastando a lateral no barranco, muito show!!! Ai pensei – Bom, agora vai dá mieeerda! Parafraseando meu querido amigo e por três vezes participante da TAC Luis Figueira, que já havia, sabiamente partido de volta para casa.

Hilux deitada, cavucando o barranco e patrolando tudo, cheguei à parte baixa, ai lá vem Marcão, não andou 5m e passou o rádio – “tô inganchado!”. Começou nossa epopeia do dia, foram quase cinco horas para passar os seis carros, puxei Marcão, deixei ele no meio do caminho, para poder termos cabos suficiente para puxar o próximo, ai Hugo já ficou no começo com a 110, pensem num trem pesado! Guincho de Hugo ligado ao carro de Marcão e o de Marcão ligado ao meu, quando o cabo do guincho de Hugo quebrou! Colocamos o guincho de Marcão para desatolar Marcão e puxar a 110, ambos ancorados na Hilux, que coloquei presa no barranco mais a baixo. Muito trabalho e depois de um bom tempo estavam os dois na parte baixa, me soltaram e na baixada toda a lama que descera nas chuvas, quando entrei a Hilux afundou, primeira reduzida, bloqueio ARB traseiro acionada, barrufada de motor e controle de braço, consegui sair, mais deixei um rasgo que somente o Caveirão passaria, dito e feito, Marcão atolou, guincho dele nas arvores e tiramos, Hugo afundou a 110, as arvores próximas eram finas, imbaúbas, não aguentaram a 110, Marcão me calçou com a Ranger e usei o meu guincho Ironman de 12.000lbs para puxar o trem pesado da 110, saímos, ai foi subir o barranco do outro lado, longa subida e escorregadia, mas era de barro branco, sem erosões (apenas não deixe a aceleração cair ou subir demais, se não o carro derrapa e cai lá embaixo). Pronto, passei Marcão e Hugo, agora Caveirão amarrou a Defender 90 dos Mineirinhos e a L200 de Matheus, saiu descendo o barranco, mas ficaram presos, soltaram o Caveirão e ele foi pra baixo, o guincho da 90 é mecânico e saiu arrastando a Land até embaixo e puxando a L200 (pensem num guincho forte!) Caveirão passou o atoleiro na baixada, mesmo esquema, mas ai Marcão retornou e calçou o Caveirão com a Ranger e o guincho mecânico puxou os dois no atolador.


Todos juntos novamente e seguimos em frente para mais poças profundas e atoleiros. Os últimos 30 km antes de Uruará foram de grandes poças, chegamos em mais uma bem longa, cerca de 200mts e muito profunda, nessa Marcão ficou no meio, pois a 4x4 reduzida não entrava, problemas elétricos e foi de 4x4 Hi até morrer, Caveirão puxou e depois veio com a 110 engatada puxando também, mas algumas atoladas da 110 e da 90 e chegamos às 23:00hs em Uruará, quase que eu acertava a hora de chegada, rsrsrs!


Encontramos uma churrascaria aberta, comemos e fomos para um Hotel da cidade, no dia seguinte seria para lavar as viaturas e organizar algumas coisas para todos seguirem de volta para suas casas. Estava assim finalizada a sexta edição da TAC, TAC 2013 finalizada com sucesso, mais uma vez!

 



Relatórios dos veículos:


- L200 – deixou para revisar quando chegasse em casa;
- Land 110 – Guinchada pela seguradora para ser entregue em Foz do Iguaçu;
- Land 90 – tanque furado, vai seguir assim, folga nos rolamentos dianteiros e usinagem de peça para diminuir a folga em uma das rodas;
- Ranger – limpeza do alternador que parou de gerar e troca da bomba de hidráulico, rolamentos de correia e troca do óleo do diferencial traseiro que estava contaminado;
- SW4 – Lavagem do motor e troca filtro de combustível por sugestão minha, já que a minha tinha muita água no diesel;
- Hilux – aproveitei que teria de esperar Marcão e Mineirinho e troquei as buchas dos feixes de molas, que estavam ruins, tinha ainda 800km de estrada de chão, filtro de combustível que estava com água e descobri mais uma cagada da oficina de Manaus (breve um adendo sobre esta oficina e outras), verifiquei que minha tampa do óleo da direção estava entre aberta, provavelmente foi em Santarém onde parei para verificar os fluídos e o mecânico deve ter deixado desse jeito, contaminou com água, troquei o fluido completo. Meu retentor da homocinetica dianteira direita estourou novamente, mas a culpa é do mecânico pois mandei trocar o rolamento que estava com folga e não trocou, agora só em Recife."

 

 

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