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Edição 2013
4o dia da TAC 2013

07/03/2013 TAC 2013 - 4o Dia


4o dia da expedição por Sérgio Holanda:

Lábrea – Humaitá

"Começando pela retificação de um dado informado no diário anterior... Um dos veículos que deslizou e caiu da prancha ao subir a balsa depois do Estreito foi o Troller de Galvão e não o Wrangler de Afrânio e Ekio, quase que Ekio me dá uma surra agora de manhã pelo erro... rsrsr

Reuni o grupo na praça central da cidade de Lábrea para uma foto oficial, hora marcada 6:50hs, hora em que todos estavam lá 8:00hs. Sabia que o Matteo Gallo iria reclamar, “ô serjão, isso num pode, sempre assim, vocês brasileiros não cumprem horário, é sempre a mesma coisa!”, isso com aquele sotaque italiano dele. Eu já me aproximei do Matteo no banco da praça rindo, e disse “O italiano de mieeerda tu faz a TAC a três anos e ainda não aprendesse que é assim, entenda que quando marco às 7:00hs sei que só às 8:00hs iremos sair”.

Pessoal comprou gelo, todos abastecidos e foto oficial para poder partir. Grupos divididos em dois, onde Landry/Cabaré e Matheus/Dênio saíram formando um grupo de nove e eu/Leandro, Marcão e demais formamos outro de nove. Demos um espaço entre um grupo e outro e seguimos em frente.

Diferente do dia anterior que passamos nos atoladores com chuva, o Sol castigava e secava rápido o barro, facilidade por um lado que escorregava menos na parte seca e dificuldade por outro, pois a lama agarrava nos pneus e nos chassis como cola e zerava os pneus perdendo tração, mas diferente do dia anterior, onde era uma sucessão de atoladas o retorno foi mais tranquilo, quase todos atolaram, mas menos que no dia anterior.

Passando pelos atoladores com pé no porão e braço na direção, foi assim o retorno inteiro. Como a turma já estava mais afinada e com muita experiência da ida foi mais rápido o retorno e evitamos ficar segurando e quem passava seguia em frente em direção à balsa para desafogar a passagem e ir seguindo em pequenos grupos de volta Humaitá.



Após algumas atoladas o Peruano Raul resolveu colocar correntes nas rodas, o que viria a prejudicar o conjunto de prisioneiros e porcas, aliada a jante empenada do acidente em sua chegada a Humaitá, com isso foi indo mais devagar e ficando ao meu cargo conduzi-lo de volta. No caminho a roda traseira esquerda pulou fora, arrebentaram os prisioneiros, começava assim uma epopeia que duraria até às 01:30hs, hora em que eu, Manfred, Caveirão e o Peruano chegamos a Humaitá.

E quando chove tudo muda.

Falava que por não ter chovido na noite anterior e o Sol forte os atoleiros nos 60 km próximos a Lábrea ficaram menos problemáticos de passar, mas ai os 100 primeiros km de Humaitá até Lábrea, que estavam um tapetão, sofreram com dois dias de chuvas e virou um grande atoleiro, mais emoção na volta! E ai quando se achava que depois do Estreito a coisa ficaria 100% tranquila é que começaram mais atoleiros e uns e outros foram se enganchando, mas a turma não queria isso? Os grupos seguindo e atolando e saindo e no final começaram a chegar a Humaitá por volta das 22:00hs até o último grupo formado por mim, Caveirão e o Peruano, pois disse a Manfred que seguisse sem nós, andávamos lentamente e o sono estava pegando Manfred, que cansado e ainda se recuperando do susto que passou. Aqui fica a dica que uma noite de chuva pode mudar completamente uma estrada de tapetão para atoladores enormes, ou seja, hoje não é amanhã.



Quando tudo se torna um grande risco.

A estrada para Lábrea é, em muitos trechos, perigosa, escorregadia com bueiros com até quatro metros de altura e cheia de água, escorregadia, traiçoeira, no Estreito antes da balsa pior ainda, se na ida sofremos, na volta nosso ultimo grupo mais ainda, pois choveu muito e já escurecendo. Tensão e para piorar o Raul inventa de ir pelo lado errado e fica pendurado em bueiro, quase caindo, foi quando Manfred colocou o guincho da Cheroka na Land Cruiser e segurou o veículo até eu conseguir atravessar e chegar para ajudar. Muita tensão, risco de vida e Raul quase puxando a Land Cruiser junto para o buraco. Ancorei a Land Cruiser e tiramos Raul da situação de risco, agora era a Land Cruiser que estava escorregando, e não parava de chover.  Guincho trabalhando até conseguir um pé de Macaíba para poder ancorar e tirar a Land Cruiser da situação de risco. Todos tensos e ai chega o Caveirão e puxa a Cheroka. Seguimos em frente e muitos outros atoleiros sendo vencidos, enquanto isso os demais seguiam para Humaitá tendo suas parcelas de emoção, afinal o caminho estava destroçado, deixando com mais emoção o retorno.

Já era 01:30hs quando cheguei com o Raul/Jessica e o Caveirão (Luciano, Luciano e Paulo), em Lábrea, comemos um sanduiche na praça e direto pro hotel descansar, prometi que só iria acordar depois dás 10:00hs, 07:00hs estava mexendo no carro."

 

Humaitá – Lábrea – Humaitá

Terminamos a primeira parte da expedição e acredito pelo que percebo nos participantes, a alegria de terem vivenciado a emoção que foi andar pela ultima fronteira da Transamazônica. Muita lama e muitos obstáculos, inclusive obstáculos que colocavam nossas vidas em risco, mas a prudência e atenção fez com que tudo ocorresse com sucesso. Chegar a Lábrea foi uma grande vitória, afinal alguns, assim como eu, rodaram mais de cinco mil km para enfrentar esse desafio, que não se resume em lama e sim em aventura.

Eu digo muito aos participantes que se querem trilha de lama pesada fiquem em suas cidades e espere o período de chuva, aqui a lama é parte do contexto e às vezes nem sempre, mas a aventura de superar todos os obstáculos em locais muitas vezes abandonados a sorte, onde tudo que vivenciamos é parte de um contexto maior, seja por uma balsa precária, por uma área alagada, por um louco que precisa andar 200km de atoleiros para tirar o seguro desemprego ou simplesmente olhar para o céu e apreciar um casal de araras azuis, ver macacos atravessando a estrada, cobras, chuva e as crianças na beiradas dos rios a se banharem. É poder montar um acampamento debaixo de uma chuva, passar a noite escutando os pingos d´água caírem no teto dos carros cheios de lama, se confraternizar com dezenas de pessoas que você nunca viu e fazer novas e grandes amizades. TAC é isso e muito mais, lama é só um tempero, mas o prato principal é a aventura.

Em quatro dias de convivência descobrimos mais coisas em comum com pessoas a milhares de km de nossas casas que muitos que moram ao lado, aprendemos a trabalhar em grupo, descobrimos lideres, descobrimos amigos, descobrimos que realmente é parceiro e finalmente descobrimos nossos limites.

Até o momento, tudo bem, é ainda muito cedo, mas todos têm sido parceiros, nos momentos de perigo o estresse é eminente, mas depois as comemorações superam e as pazes são feitas. Neste pequeno trecho de nossa epopeia para 2013 descobrimos parceirões, como o pessoal do MS, todos a bordo do Caveirão (Luciano Garcia, Luciano e Paulo Tosi), parceiros para toda obra, sempre ajudando e resgatando juntamente com o mineirinho Sergio, claro que todos os demais ajudaram, até porque seria impossível sem ajuda de todos, mas alguns se destacam, seja pela prestabilidade, pela bagunça que faz, pelas loucuras e por ai segue.

Infelizmente amanhã os novos amigos e parceiros de aventura, Manfred, Aníbal e o reporte cinematográfico Ricardo (Bolivianos) e Raul e Jessica (Peru), irão se despedir do grupo e retornar para seus países, o pessoal da Bolívia devido a questões de trabalho e os Peruanos devido ao acidente que deixou sequelas na Cherokee e por isso fica complicado seguir adiante. Raul já disse que em 2014 vem mais preparado e com muito mais experiência. Obrigado amigos pela parceria e por estarem com nosco nessa grande aventura!

Vivemos Lábrea, vencemos Lábrea, seguiremos em frente e Manaus nos aguarde!

 

 

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