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Edição 2013
8o dia TAC 2013

11/03/2013 TAC 2013 - 8o Dia

 


8o dia por Sérgio Holanda:

"Logo cedo nos organizamos para partir e a 110 deu entrada de ar, resolvido o problema amarramos o Troller 3.2 no Troller de Bocca e seguimos em frente, depois quem puxou foi o Caverão e para finalizar a "Carniça" do Marcão até chegarmos à Balsa do Iguapo-Açu para pernoitar e seguir na manhã seguinte para Manaus. Dormimos em barracas e camas no salão do Bar junto a balsa."

Outro fato interessante que aconteceu neste dia foi o encontro do grupo com o aventureiro Alcyr Neves no meio da BR-319. Alcyr Neves que é amigo de Sérgio Holanda e David Marcelino, estava desbravando as estradas amazônicas a bordo de sua L-200 junto com seu irmão, e sem qualquer outro carro de apoio. Sem dúvida uma pessoa com grande espírito de aventura. Depois de conversar com o grupo e algumas fotos, cada um seguiu seu caminho (lembrando que em 2010 o grupo TAC também encontrou com ele em plena Rodovia do Estanho).

 

 

Uma Estrada para superar limites

A rodovia federal BR-319 liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO) e possui 877 km de extensão. Iniciada em 1968 e concluída em 1973, a estrada foi inaugurada, oficialmente, em 1976. Com sua construção, pretendia-se, entre outras intenções, encerrar o longo ciclo de esforços estatais para assegurar o acesso regular e seguro à região do interflúvio Purus-Madeira.

A tarefa de integrar Manaus ao sistema rodoviário federal era muito mais difícil do que inicialmente se poderia esperar. A região cortada pela rodovia apresentava uma população rarefeita e, a rigor, não havia viabilidade econômica para a construção da estrada, uma vez que não havia compensação para os altos investimentos.

Por outro lado, o trecho Careiro-Humaitá situa-se em região geológica sem similar no mundo, além de apresentar altíssimos índices pluviométricos. Devido à natureza dos solos, era impossível a implantação de uma rodovia de acordo com os padrões clássicos. Além disso, era necessário transpor rios, igarapés e construir altos aterros para viabilizar a estrada, superando os altos preços dos serviços e a inexistência de cidades intermediárias para minimizar os problemas causados pela grande extensão do trecho.

Inaugurada em 27 de março de 1976, a rodovia estava completamente pavimentada, garantindo o tráfego em altas velocidades e o tempo de viagem de Manaus a Porto Velho estava estimado em 12 horas. Pouco menos de uma década depois, a BR- 319 já não permitia o desenvolvimento de velocidades médias acima de 40 km/h, elevando para 36 horas o tempo necessário para percorrer o mesmo percurso. Este era apenas um dos resultados do rápido processo de erosão, já anunciado na época da construção.

Desde 1988 a rodovia BR-319 é considerada intransitável em muitos trechos. Sua reconstrução foi uma das promessas do então candidato a Presidência do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, que, atendendo às solicitações dos moradores da região norte do país, inseriu o empreendimento no Plano Plurianual 2004-2007 e, mais tarde, no Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). (fonte: DNIT).

Em dez anos a BR 319 consumiu meio-bilhão de reais em obras, que ficaram em duas novas pontes e alguns trechos próximos a Humaitá. A promessa de que estaria refeita para Copa de 2014 ficou apenas na promessa. Dos quase 600 km entre Humaitá e Castanho a estrada é uma mistura de atoleiros, buracos intermináveis e pontes de madeira, mais de 130, podres e que ainda permanecem em pé devido à necessidade da Embratel em fazer manutenções sem suas torres.

Levamos três noites e três dias e meio para chegar a Manaus, seja pela estrada acabada, seja pelos problemas que tivemos com os veículos. O que poderíamos definir é que a BR 319 é mais do que uma estrada, é uma prova de resistência física e mental, uma verdadeira superação dos limites pessoais. A quantidade de buracos judiava de nossos veículos e de nós, andando quase que o tempo todo em primeira e segunda marcha, mas o objetivo era chegarmos a Manaus e conseguimos. Uma coisa foi unanime entre os participantes, superaram seus limites, principalmente a dupla baiana Galvão e Sergio com seu Troller inoperante. A 319 não é uma estrada para quem não está preparado e em nosso percurso encontramos um casal em uma Nissan 4x4 sem nenhuma preparação, estavam a oito dias na estrada, sofrendo, por pouco não tiveram um fim trágico, pois além dos problemas normais do trecho existem outros como onças e traficantes de droga que usam a estrada.

 

 

 

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